Amos podcast Sucesso em Pauta com Alessandra Saccomani. Muito obrigado aí pela audiência de vocês. Começamos um pouquinho atrasadas devido aos imprevistos, mas graças a Deus estamos aqui. Muito obrigado pela audiência, muito obrigado por estarmos sempre juntos, pelos recadinhos no Instagram. É sempre muito bom estar com vocês, OK? E se aproveita, já se inscreve no nosso canal do YouTube, já ativa o sininho das notificações para você ficar atento aí às nossas transmissões que são sempre as terças e quintas-feiras. Gratidão. Essa semana, ó, quinta-feira tem dois podcast também, hein? Seja conosco, tá bom? Se quiser mandar mensagem no chat, fique à vontade que a gente lê tudo, OK? Gratidão, queridos. Hoje eu tenho o grande prazer de ter aqui no estúdio a Dra. Gabriela Godói da cidade de Marília. Olha que chique, gente. Ela é médica e especialista em emagrecimento, lipedema e reposição hormonal. Doutora, muito obrigado pela sua presença, viu, querida? Obrigada a você. O prazer é meu de estar aqui essa noite. Ah, o prazer é meu. Uma honra ter você aqui. E nós temos também aqui as duas meninas lindas aqui no estúdio que estão acompanhando ela, a Kelly, a secretária. Kelly, muito obrigado, viu, querida? E a Vitória, que é enfermeira também. Obrigada, viu, Vitória? E é isso aí. Estamos assim totalmente, elas não quiseram aparecer, né? Mas tudo bem, estamos totalmente acompanhadas. O estúdio cheio, isso que eu gosto, né? Maravilha. Vamos lá, então, doutora. Preparada? Preparada. Então, tá bom. Bom, antes da gente começar a falar sobre o emagrecimento e tudo mais, conta para nós rapidamente o resumo da sua parte profissional e por que você resolveu ser médica. Por favor. Tá certo. Bom, eh, eu comecei a trajetória na medicina depois de três anos de cursinho. Fiquei, morei em São Paulo e eu sempre quis muito fazer uma faculdade pública, né? Porque eu tenho um irmão mais novo e o meu irmão não sabia o que ele queria fazer. E aí os meus pais não tinham condição de pagar duas faculdades particulares. Então eu sabia que se eu fosse fazer medicina eu tinha que fazer uma pública, porque senão eles não iam dar conta de pagar a faculdade do meu irmão caso ele quisesse fazer medicina numa particular. E aí eu fiquei um tempo, 3 anos fazendo cursinho e passei na FAMEMA, né, na faculdade de medicina de Marília. Que bom. Entrei e no fim deu tudo certo porque aí o meu irmão também fez medicina, mas fez uma particular. Ai que joia. Então, tudo se organizou para para dar certo. E o que que ele que faculdade que ele fez do quê? Ele fez medicina imprudente, Presidente Prudente. Ah, sim. Mas o a especialidade dele hoje, ele tá prestando residência para anestesiologia, para ser anestesista. Ah, que bom. Olha aí. Uhum. Muito bom. Parabéns para vocês, viu? Parabéns. E depois disso, né, eu acabei fazendo residência de clínica médica, fiquei em Marília por mais do anos e foi na residência que aconteceu a pandemia do COVID. Ah, e isso foi uma virada de chave assim na minha cabeça, porque eh assim, eu queria muito trabalhar com cardiologia a faculdade inteira, só que eu acabei vendo a ponta do outro lado, quando a gente já não tinha muita coisa para fazer por esse paciente, quando ele tava muito grave na UTI. E aí isso me despertou cada vez mais pra prevenção. Tanto é que eu fiquei balançada entre endocrinologia e nutrologia. E aí foi nessa época da pandemia que eu acabei fazendo um estágio, né? Fiz um estágio de neutrologia na USP Ribeirão de Ribeirão Preto, e decidi, bati o martelo, falei: “Não, é com isso que eu quero trabalhar, é com prevenção”. Eu vi os pacientes do COVID, eh, os que tinham o pior prognóstico eram obesos, estavam muito inflamados e era uma coisa que era inexplicável. Eu nunca tinha visto assim uma doença daquele jeito. E aí eu falei: “Não, é isso que eu quero tratar, é isso que eu quero fazer da minha vida”. e acabei optando pela nutrologia. Então, depois da residência de clínica médica, me especializei, fiz mais eh um ano de pós-graduação em nutrologia na ABRAN, que é Associação Brasileira de Nutrologia. E desde então a gente não para de fazer curso, né? Então, olha aqui, reposição e hormonal, essa parte de, né, transição menopausal, climatério, menopausa, tem cada vez mais procura no consultório. E fui me especializando nessa parte, nos injetáveis também, fui estudando mais fisiologia e a gente nunca para de estudar na medicina, né? Ai, que bom, maravilha, que bom. Parabéns para vocês, profissionais médicos, viu? Parabéns, porque realmente é assim uma uma profissão que tem que ter muito amor, né? Tem que gostar mesmo, tem que ter o dom de Deus. Eu não seria jamais nem médico, nem veterinário, nem dentista. Qualquer coisa assim de ver sangue, hum, já era. Desmonta que nem uma florzinha murcha. Mas você tem o dom da palavra, então cada um seu dom, né? Sim. É. Aí a gente, né, Deus deu o dom do do da comunicação. Eu já dei aula já em faculdade também, em treinamentos e palestras. Gosto muito de falar, gosto muito de ensinar as pessoas. Que legal, né? Maravilha. Mas é um prazer ter você aqui. Obrigada. Eu só vou pedir uma gentileza. Você virar um pouquinho a cadeira como se tivesse meio que de frente pra câmera. Ah, tá. Até você pode puxar o microfone, ó, um pouquinho para você. Fica melhor assim. Isso. Entendeu? Aí você vai ficar bem de frente pra câmera, você olha para mim, se não se preocupa, você olha para lá, olha para mim, fica tranquilo, tá? Ótimo. O pessoal tá te visualizando, tá de olho. É. Então vamos lá, minha flor. Como ativar o metabolismo após os 40 anos? Olha aí. É isso. Eu acho que é uma das as maior dificuldade das das mulheres no depois dos 40, né? Elas começam a perceber que o corpo vai mudando, vai acumulando um pouco mais de barriga, né, de gordura abdominal. Sim. E aí elas começam a fazer o quê? Começa a cortar carboidrato. Aí não come mais pão, não come mais arroz, como se o carboidrato fosse o vilão. E aí tirando o carboidrato, elas vão deixando o metabolismo cada vez mais lento. Ah, olha só, isso é um problema. Então, a gente tem que ir reativando esse metabolismo. Tem algumas estratégias que são muito boas nessa fase. Eh, eu gosto muito do jejum intermitente para pra mulher ali depois dos 40 anos. Ah, é um é um jeito da gente ativar esse metabolismo novamente. É, como funciona o jejum intermitente? É quando você, assim, você tem uma janela para se alimentar. Hã. Então, por exemplo, não precisa ser todos os dias da semana, mas você vai ter ali 6 a 8 horas por dia para se alimentar e o restante do dos horários você fica em jejum, você não come. Então isso é um jeito da gente ativar o metabolismo nessa fase. Uma outra maneira é o exercício físico. Ah, é essencial porque a mulher, eu acho que a mulher e a mulher depois dos 40, ela tende a fazer muito cardio, né? muito aeróbico. Ela acha que suar, suar é o que vai ativar o metabolismo dela e vai fazer ela emagrecer mais. E na verdade isso é um mito, né? O que faz a gente emagrecer mais é a construção de massa muscular. Então quanto mais músculo essa mulher tem, mais ativo é o metabolismo dela, né? Então são duas maneiras e assim que são essenciais. Eu acho que são estratégias que eu gosto muito de de colocar com as minhas pacientes nessa fase. Então assim, ó, o certo seria fazer musculação, com certeza. E aí quanto porque outro dia eu vi, outro dia não, já faz um tempo, eu vi na revista, na revista Boa Forma, não sei nem se existe a Boa Forma hoje, mas é uma revista que tava num consultório médico, é meio antiguinha, mas ainda tinha assim coisas bem interessantes para falar sobre isso daí de depois dos 40 tudo. Então, tava mostrando uma mulher bem malhada, bem assim, com o corpo definido e uma mulher também assim, magrinha, mas não não com tanto músculo. Então ele tava falando que a mulher que é bem malhada tudo, ela pesa mais do que a magrinha, apesar dela tá, né? Porque músculo pesa. É isso mesmo, doutora? Exato. Exato. A gente, eu gosto muito de mostrar pros pacientes, é, a gente tem a peça física, mas também eu mostro às vezes em imagem, né? Para quem tá em casa, só pesquisar, eh, coloca assim, peça, músculo e gordura no Google mesmo, porque aí a pessoa vai ver a diferença do que é o volume de 1 kg de músculo e de 1 kg de gordura. Então, a gordura ela tem um volume muito maior do que a massa muscular. Por isso que a mulher que é mais eh mais definida, mais forte, ela pesa mais, mas ela às vezes dá a impressão que ela é mais compacta, que ela é mais fininha. A diferença que é o volume podcast. É isso aí, gente. O volume tá alto. Perdão, perdão, produtora. Imagina, imagina. Vamos lá. Pode falar. Então, eu gosto muito de mostrar essa diferença de 1 kg de músculo para 1 kg de gordura no consultório, né? Quando a gente vai vai ver 1 kg de músculo, ele é muito compacto, ele é denso. 1 kg de gordura, ele tem um volume muito grande. Então, por isso que quando a gente começa a emagrecer, a gente começa a sentir as roupas mais larguinhas, porque a gente perde em medida. Às vezes o peso na balança nem muda, mas o volume da o volume da gordura vai desaparecendo e as roupas vão ficando mais largas. Ah, olha só que interessante isso. Muito bom. Bom, o metabolismo fica mais lento após os 40 por causa justamente, né, da da idade, né? Conta para nós. É, acaba assim, essa mulher depois dos 40 anos, ela já começa a entrar numa fase que a gente chama de transição menopausal ou climatério. Perimenopausa, tem vários nomes. E as mulheres têm uma queda hormonal muito grande dos dois principais hormônios, de progesterona e depois de estrogênio, né? e são muito importantes. São muito importantes. Então, quando a gente tem essa queda, o que que acontece, na verdade, né? São os hormônios que dão as características femininas para as mulheres. Quando a gente tem uma queda desse estrogênio, eh, é como se esses hormônios femininos tivessem muito baixos. E aí a mulher começa a apresentar um padrão de deposição de gordura mais abdominal, que é parecido com o homem. Ah, é parecido com com o masculino. Isso é o que ela acaba reparando, né, que ela começa a engordar muito na barriga. Eu acho também que a mulher, pelo menos eu tenho várias amigas, né, que que estão também acima dos 40 e elas falam que elas sentem assim muito cansaço, muito sono, que elas não sentiam antes, que não tem aquele pique, sabe, que tinha dos 30, dos 20. É isso mesmo. É, não tem o mesmo ânimo, né, de antes. Isso pode ser sim hormonal, tá? Mas pode ser uma série de outras coisas. Eu pego muito no consultório essas mulheres que às vezes vêm cheias de deficiências vitamínicas. Uhum. O intestino não funciona direito, então ela já vem há um tempo não conseguindo absorver micronutrientes e vitaminas. E aí ela só se dá conta disso quando o corpo dela começa a mudar nos 40, porque é como se nos 30 ela vai de um jeito um pouquinho mais automático. E aí chega nos 40 tem esse baque hormonal. Quando a gente vai dosar o painel de vitaminas, a gente já vê que tá tudo baixo também. Ah, então não é só hormonal. Às vezes é uma desnutrição que vem de algum tempo, é uma suplementação que não é feita de uma maneira correta. às vezes a própria alimentação, essa mulher ou por restringir muito carboidrato e aí ela fica sempre cansada, cortando pão, cortando, cortando o arroz, ela nunca tem energia porque o carboidrato é o que traz energia pro nosso corpo. E aí vai, é essa história que a gente que a gente vê que a mulher muito cansada, muito desanimada. Isso também tem a parte hormonal, né? A primeira fase de transição menopausal, a gente tem essa queda de progesterona. E um dos primeiros sintomas que a gente tem são sintomas cognitivos, que é de esquecimento. É aquela mulher que às vezes ela esquece a palavra, ela tá com a na com a frase pronta na ponta da língua e ela não lembra o nome da palavra caneca. Ela não lembra do nome caneca. Entendi. Foge para ela. Um outro sintoma muito comum é de insônia. Ela prejudica muito o sono. E às vezes não é nem para começar o sono, mas de ficar acordando muitas vezes na madrugada. Ela fala que ela é como se o sono fosse muito superficial e ela acorda cansada porque não dorme bem. Também é um fator importante. Entendi. Nossa, quanta coisa, hein, Jesus amado. Olha só, gente, o que acontece com a mulher depois das 40 meninas. Olha isso. Ai, meu Deus do céu. Bom, eh, o que o que muda no corpo após os 40 anos afeta que afeta no emagrecimento também. Vamos falar disso. Uhum. que muda que afeta. Eu acho que principal é essa variação hormonal, essa queda hormonal. Então, quando a gente tem essa queda de estrogênio e mais acúmulo eh de gordura abdominal, isso é uma coisa que muda muito. Outra coisa que a mulher reclama é que ela começa a ficar derretida. Ela fala que é como se a pele dela não fosse a mesma coisa, não tem mais aquele mesmo víço. Isso também é por conta de um estrogênio mais baixo. Então, às vezes, ela acha que ela tá ficando mais flácida. Entendi. E às vezes ela só tá engordando e tá tendo flacidez. Ah, por quê? Porque ela não tem um um num estrógeno adequado, então ela vai perdendo essa essa essa pele mais viçosa, mas também porque ela acaba perdendo massa muscular. Hum. E aí ela perde um pouco desse desse volume de músculo que tem embaixo. Aí acaba subindo peso na balança, ela tem uma flacidez junto com isso. E aí é a aí que ela começa a perceber, né? Dá o start. Entendi. Eh, eu já vi ouvi vários professores de musculação dizerem o seguinte, que quando você faz a musculação, o próprio organismo já começa a criar mais hormônios. É verdade isso? Sim. É porque a gente tem mais receptor. Quanto mais músculo a gente tem, mais receptor hormonal a gente acaba tendo, né? Olha só. Então isso ajuda mesmo, né? Por isso que a pessoa que é bem treinada, ela treinou a vida inteira, se ela para um pouco de treinar e depois volta, ela consegue ganhar essa massa muscular muito mais rápido do que a pessoa que sempre foi sedentária, nunca fez exercício, que é um ganho muscular bem mais devagar, né? Entendi. E como disse uma uma veio uma nutricionista aqui de acho que lençóis anoana passada e ela falou das mitocôndrias, que as mitocôndrias é que criam músculos, são essenciais. É isso mesmo. Exato. As mitocôndrias a gente fala que elas são a nossa casinha de energia, né? Nos Estados Unidos eles falam isso, é power house of the cell, que é é a é é onde forma a energia da célula, né? Então, se você não tem uma mitocôndria que tá ativa, que tá funcionando, ela é um pedacinho da célula. Se você não tem uma mitocôndria que funciona, você não tem energia para criar massa muscular. Olha só. Basicamente isso. Que legal. Nossa, nosso corpo é assim, é uma coisa tão misteriosa, né? Uma coisa tão perfeita, né? Perfeita. Meu Deus, que maravilha. Muito bom. O implante hormonal ajuda no emagrecimento após os 40 anos? Aí essa é uma dúvida que que as pacientes têm bastante, né? Então assim, o implante hormonal, ele é uma das vias para fazer essa reposição hormonal. Eu geralmente não coloco o implante de cara. A gente sempre testa outras vias primeiro, como gel, para ver como que essa mulher se adapta ao hormônio para acertar a dose dela. Aí ela ficou bem, ficou confortável. Aí a gente pode fazer essa transição pro implante hormonal. Sim, quando a gente faz a reposição hormonal, acaba tendo uma resposta melhor, né? A gente pode usar vários tipos de hormônios, mas essa mulher, ela vai ter uma resposta melhor ao emagrecimento. Uma das coisas que trava o emagrecimento é a mulher não fazer reposição hormonal. Muita mulher não pode, às vezes teve um câncer de mama, ela mesma perguntar e aí ela aí não pode, ela tem uma contraindicação. Mas eu acho que hoje em dia a gente tem muito mais mitos sobre a reposição hormonal do que verdades, né? eh, ficou muito assim, ai, eh, isso causa câncer, toma cuidado, não faz isso, não, não é bom. E esse mito ele se deu por conta de um estudo muito grande que foi feito nos Estados Unidos nos anos 2000, que é um estudo que se chama WH. Só que esse estudo ele tem alguns defeitos muito grandes. Um desses defeitos é que o hormônio que foi usado no estudo é o hormônio de éguas prenhas. Então, não é um hormônio humano, é um hormônio de de um animal. E a gente tem também um viés de seleção. Isso é é um grande problema. O que que é? Quando eles foram selecionar as mulheres para fazer parte desse estudo, a gente tem que selecionar como se fosse pessoas neutras que não vão atrapalhar o andamento dos desse estudo. E dentro desse estudo selecionaram mulheres que estavam acima do peso, mulheres tabagistas, que são coisas que já e influenciam no aumento do risco de ter câncer, de ter câncer de mama. Então, já eram mulheres com risco aumentado, colocando um hormônio que não é humano. Então, eles viram que realmente teve um aumento da da da incidência de câncer de mama, né? Só que depois de 20 anos refizeram esse estudo e viram que não era nada disso. Hoje a gente sabe que a reposição hormonal não aumenta o risco de câncer de mama, desde que você faça exames antes, né? Então, por isso que a gente faz mamografia, ultrassom transvginal, ultrassom de mamas. Por quê? Quando a gente coloca um hormônio no corpo e esse câncer já existe, esse câncer cresce mais rápido. Ah, mas se você faz exames e não tem nada, não, não, assim, existe uma segurança muito grande para ser feita essa reposição hormonal. Entendi. E se a, por exemplo, a mãe teve câncer de mama, filha, ela tem essa essa, sei lá, geneticamente ou probabilidade e aí é, então isso é isso é uma outra coisa que que as pessoas têm que é um mito, né? Os cânceres genéticos, eles geralmente eles acontecem eh em mulheres com menos de 40 anos. Ah, então então assim, é muito difícil você ter assim essa passagem de o câncer genético de mãe para filha. Claro, a gente tem testes genéticos que podem ser feitos para fazer isso com tranquilidade, mas o que a gente tem hoje de mais moderno e é uma da um dos instrumentos que eu uso muito lá no consultório são os exames de metabolômica. Você já ouviu falar disso? Não. Conta para nós. É muito legal. São os exames que eles dosam hormônios na urina, ao invés de dosar no sangue, porque na urina eu tenho certeza que eu tô pegando o hormônio que foi metabolizado, ah, o que realmente passou pela célula e tá sendo eliminado. E aí ele me dá um painel e eu consigo ver qual caminho que esse hormônio tá indo. Ele pode ir para um caminho muito bom, ele pode ir para um caminho que pode aumentar o risco de câncer. Isso tudo é preventivo. Então, para essas mulheres que tm um histórico familiar, é interessante fazer esse exame. E aí a gente consegue ajustar através de suplementação, alguns injetáveis, você consegue desviar as rotas e fazer com que essa reposição hormonal seja o mais segura possível. Nossa, que como é que chama exame de metabolômica? Metabo metabolômica que vem de metabolismo. Como é o metabolismo desses desses hormônios? Tem, então na urina tem hormônios que pode, pode, tem, a gente elimina muitos hormônios, tanto na urina quanto nas feeses. Que interessante, doutora. É, gostei. Não sabia disso, não. É muito, é muito interessante e é uma novidade, assim, já é muito usado nos Estados Unidos, na Europa também. Eu tenho uma paciente eh americana, americana não, brasileira, mas que mora nos Estados Unidos, que ela fez recentemente exames de metabolômica também, mas o dela foi mais para uma parte intestinal. Ah, ela tinha algumas queixas intestinais importantes e a gente pediu isso para para avaliar como que era, mas na no contexto da mulher em transição menopausal, menopausa, que precisa fazer uma reposição hormonal, se sente insegura porque tem algum caso na família, esse exame é super bem indicado. A gente consegue ter uma clareza muito grande de para onde está indo esse hormônio. E, por exemplo, aqui em Bauru, eh, vários laboratórios fazem. Como que é? Não, não é tão simples assim. Geralmente eu faço a coleta lá na clínica, né? A gente lida com laboratórios de São Paulo ou laboratórios às vezes de outros países. A gente faz a coleta e manda de volta para São Paulo para fazer essa análise. Ele é um exame que demora um pouco mais, então ele demora cerca de 30 dias para ficar pronto. Mas é assim, é super possível hoje em dia, né? Nossa, olha, parabéns pra medicina que avançou tanto. Que bom. Ah, o que você diria para quem acha que já passou da idade, né, entre aspas, né, eh, de mudar o corpo, emagrecer, emagrecer, barra emagrecer, tá? Nada. É assim, eu acho que a gente fica achando que é sempre muito tarde, que a gente tá sempre atrasado, que ai, não, não consegui emagrecer até agora, não vale a pena. E gente, sempre vale a pena. Eu acho que nunca é tarde para você começar a a se cuidar, a ter mais qualidade de vida. Eu sempre falo para pras minhas pacientes, não é o que já foi, mas o que você vai perder daqui pra frente. Uhum. Então, eh, eu recebo muita paciente que você acha que às vezes te procura por conta de estética que não tá se sentindo bem com o corpo. E isso é muito comum, né? A autoestima da mulher é muito moldada no visual, em como a gente se sente. Mas quando você aprofunda um pouco mais a conexão e o vínculo e e a paciente te dá liberdade para isso, aí ela fala: “Ah, então, doutora, é porque eu tô com dor para cuidar dos meus netos. Eu não não consigo não consigo acompanhar. E a gente vai fazer uma viagem em família e é num lugar que tem muita escada e eu não sei se eu vou conseguir, então é o que a gente perde. Eu acho que nunca é tarde para mudar, porque se você não mudar agora, você vai perder muita coisa dali pra frente. Já pode ter perdido. É, mas não pode deixar acontecer. Entendi. É, na verdade eu já contei esse case aqui, mas eu acho que vale vale comentar novamente. O Fantástico, apareceu uma reportagem faz um tempinho de uma mulher de 82 anos, russa, que ela começou a fazer musculação nos 50 anos. Uhum. E ela tem aquele corpo assim esguilo, né? Aham. E e um rosto assim que você olha para ela, você não dá 40 para ela. Quando que fala que é 82, o pessoal até assusta. E ela além de musculação, ela hoje ela dá aula de ginástica localizada pras meninas, para mocinhas, né? Que legal. E aí uma moça de 20 anos deu um testemunho, né? Um testemunhal dizendo assim que ela tem 20 anos, mas ela não consegue acompanhar da professora que tem 82. É verdade. Olha isso. Acontece. Eu acho que a idade e claro, tem a nossa idade mental, como que a gente sente, mas o seu corpo precisa te acompanhar. Hoje em dia a medicina assim e tá muito moderna. A gente tem muitas estratégias para ter uma longevidade saudável. Então não é só viver mais, é viver por mais tempo e melhor, melhor que os nossos avós. Eu acho que isso é muito claro hoje em dia, né? Quando a gente olha pros nossos avós, eh, pros nossos bisavós, eu tive o prazer de conhecer meus bisavós, eu tive o prazer de conhecer a mãe da minha bisavó. Ai, verdade. Sua tataravó. Verdade. Minha tataravó. Olha, conheci ela minha. Eles eram estrangeiros ou não? Eles eram italianos. Ai, que legal. Conheci a madra, ela era alta. Ela sempre tinha o cabelinho bem branquinho assim. Ela andava toda de preto com aquele lencinho. Era era aquela italianona alta, meio brava assim. É. E ela chegou perto dos 100 anos de idade, né? E só que assim, eh, o que a gente vê de 100 anos de idade é totalmente diferente daquela época do que alguém chega hoje em dia, né? Então você pega igual uma pessoa de 80 anos, nossa senhora, 80 anos há 50 anos atrás era outra pele, era outra vitalidade, era outra condição de vida mesmo, né? Hoje mais estrangeiros, né? É. Exato. É que joia, Mar. Prazer de você conhecer sua tataravó. Foi muito bom. Assim, eu tenho, nossa, eu sou a da pontinha, né, que eu falo. Então, e a minha bisa era mais velha, a minha avó era mais velha, o meu pai era o mais velho e eu a mais velha, a neta mais velha. Então, a gente conseguiu conhecer várias várias gerações. Nossa, tirou foto com ela? Tenho de pequenininha, né, de criança, mas a gente tem de com ela no com ela, comigo no colo dela. É muito legal. Você lembra bem bastante dela? Eu lembro, eu lembro, eu lembro. Nossa, é que acho que eu era, eu que era baixinha, pequena, né? Mas eu lembro que ela era muito alta. Entendi. Eu lembro dela ser muito alta. Que legal. Nossa, isso é, isso é raríssimo. É muito bom, eu tive esse prazer. Que bom. Olha. E a sua bisa viveu até quantos anos? Nossa, a minha família é bem longeva, viu? É a minha Biza, eu acho que ela viveu até 83, 85, alguma coisa assim. Mas ela foi lúcida até um ano antes. Verdade. Dia assim, morava sozinha, fazia tudo. E e eu e a minha outra bisa, isso é a minha bisa e por parte de pai, a minha bisa por parte de mãe, ela morava no sítio. Ela morava em Assis, aqui pertinho. Que legal. num sítio e ela viveu até os 92. Ela morou sozinha até os 88 e ela cuidava da de uma filha que que tinha uma deficiência. Moravam as duas sozinhas no sítio. Nossa! E ela cuidava de tudo e lúcida, um pouquinho surda, sim. Mas lúcida, assim, você convers ela sabia o que acontecia no mundo, assistia jornal, você conversava e era assim uma coisa, era uma coisa incrível. E você vê que não é uma pessoa que nunca fez muita musculação nem nada do tipo, mas que sempre tem uma teve uma vida ativa, uma vida do campo, né? Então, sempre trabalhou ali na roça, sempre cuidou dos animais, eh comia comida de verdade, não tinha acesso a industrializados, né? Então, a gente sabe que eh a nossa vida de cidade grande hoje em dia, a gente precisa ter a musculação, porque a gente não é mais ativo, todo mundo trabalha sentado o dia inteiro. Verdade. Concordo. E a qualidade da comida é diferente, né? Então, antes não tinha nada, não tinha agrotóxico, você quase não tinha nada industrializado. E hoje em dia a base da nossa alimentação, se você vai é tudo ensacado no mercado, né? É verdade mesmo. A carne, né? Por exemplo, frango, a não ser que hoje tem um frango no mercado quem diz que eu nunca comprei dele, mas não comprei, mas que é sem hormônio, sem isso é o frango corim que a gente fala corim. K o r i n. Ah, é. É, é um frango orgânico, né? Ele não tem antibióticos, ele é tanto é que se você pega ele inteiro, ele é até menor do que um frango normal, né? Porque o frango normal ele é hormonizado, ele recebe um monte de antibióticos e a gente sabe hoje em dia que tudo que a gente tem contato e que tem hormônio pode alterar o nosso metabolismo hormonal. Isso a gente chama isso de disruptores endócrinos. Isso é muito importante, principalmente pras mulheres também, né? Mas principalmente pr as crianças. A gente vê cada vez mais puberdade precoce, né? Então uma criança que menstrua cada vez mais cedo. É verdade. O menino também. Eu já ouvi casos de menino novinho que já começou a puberdade, sabe? Foi uma um problemão para família. Uhum. É. E isso afeta não só mentalmente, porque é uma criança que ainda não tá preparada para lidar com todos aqueles hormônios no corpo, mas também é uma menina que não vai crescer direito, é uma menina que provavelmente ela vai ter uma uma vida fértil, mais jovem, porque ela menstruou muito nova, provavelmente ela vai entrar em menopausa mais nova ainda, o que é péssimo pra gente hoje em dia, porque a tendência é as mulheres terem filhos cada vez mais velhas. Sim. Então, se a gente tem meninas menstruando cada vez mais cedo, a gente vai ter menopausas cada vez mais cedo e essa mulher vai perder essa janela de fertilidade, né? Isso. E isso a gente eh tem em relação ao contato com os os hormônios de carnes, como frango, por exemplo, mas também em microplásticos, em sabe uma coisa que tem de supror endócrino, nota fiscal, essas da maquininha que que que sai a da bobina a sua nota fiscal no mercado, por exemplo, aquilo ali é, eles tem compostos que simulam hormônios. Ah, não acredito. É, então não é legal. Isso é uma dica boa. É um tipo de disruptor endócrino. Eu não pego mais notinha do mercado assim, porque aquela tintura, aquele tipo de papel, ele ele vai, mas vai ser de propósito ou não? Não, é porque a gente não tem uma legislação que vai ficar proibindo e esse eh esse tipo, né, de coisas. A gente tem isso desde garrafinhas plásticas, embalagens na própria água, né? Acaba degradando plástico, que acaba degradando um monte de coisa, eh, em alguns produtos de skincare, de maquiagem, que também é um problema pras meninas novinhas, né? Porque cada vez mais a criança tá usando maquiagem, verdade? e tá tendo cada vez mais contato. Então essa parte hormonal a gente tem que ter cuidado desde cedo. Tem muita mulher que eu atendo com lipedema, por exemplo, né, que é um acúmulo de gordura desproporcional nas pernas. É uma gordura que geralmente ela acontece em membros inferiores e ela é inflamatória e ela depende de hormônio. É uma gordura é quanto mais estrógeno, né, que é um tipo de hormônio que a gente coloca por cima, pior ela fica, mais inflamada ela fica. Nossa, é como se fosse, por exemplo, no colote. Dá, pode dar no colote. É aquela mulher que ela fala que ela, ela assim, ah, eu sempre tive a perna grossa, eh, a canela grossa, o joelho, ela fala: “Ai, meu joelho é para dentro, eu não consigo definir a minha perna, o meu joelho é para dentro”. Ela sofre muito esteticamente com isso, né? Porque tem uma desproporção. Então, às vezes, até uma mulher magra que ela tem uma cinturinha, mas ela tem um quadril e uma perna muito larga, que elas mais falam: “Doutora, eu não consigo comprar bota. Não consigo usar bota porque nenhuma bota fecha na minha perna, porque ela tem essa panturrilha maior e é um acúmulo de gordura desproporcional. E essa gordura ela depende eh ela depende de hormônio. Então, quando a mulher passa por picos hormonais, são os momentos que esse lipedema piora, tanto na primeira menstruação, quanto nas gestações, quanto em menopausa e transição menopausal. Então, toda vez que eu tenho variação hormonal de estrógeno, eu pioro esse lipedema. Nossa, amada. É. E aí, como que é o tratamento? Conta para nós o lipedema, como que você faz. Primeira coisa, eh, gatilhos inflamatórios. A gente tem que eliminar gatilhos inflamatórios. Isso pode ser desde uma tireoide que não funciona direito, pode ser uma resistência insulínica, que é a dificuldade que o corpo tem de colocar o açúcar para dentro da célula para virar energia. Então, esse açúcar ele fica rolando no sangue por mais tempo. Só que isso é tóxico, né? né? O nosso corpo ele é perfeito e aí a gente tem que tirar esse açúcar do sangue e quem faz isso é o fígado. Então quando o sangue passa cheio de açúcar lá pela veia porta, o fígado fala: “Não, pode deixar que eu fico com ele”. E aí ele acumula na forma de gordura, gordura no fígado e gordura visceral, gordura no abdômen, né? Então isso é um gatilho importante e inflamatório que cause inflamação. Que mais? Desajustes hormonais. Então, essa mulher que tá em transição menopausal, em climatério, ela precisa regular esses hormônios, senão o lipedema dela, ela não consegue tratar. Outra coisa, eh, obesidade. Então, a gente sabe que a obesidade ela é uma doença inflamatória, crônica inflamatória. As pessoas acreditam que quando a gente começa a engordar, a, as nossas células de gordura elas vão se multiplicando. E na verdade não é isso que acontece. Na verdade, as células de gordura, elas aumentam de tamanho, elas aumentam de volume. Só que a irrigação de sangue que chega nas naquelas células que eram pequenininhas é de um tamanho, é para suprir aquelas células pequenininhas. E aí essa mulher vai ganhando peso, essa célula vai ficando cada vez maior e a irrigação de sangue não consegue chegar. Então, se não chega sangue, não chega oxigênio, não chegam nutrientes para essas células e uma parte dessas células acaba morrendo. Nossa! Então, quando essas células de gordura elas morrem, elas liberam fatores pró-inflamatórios. Isso é um gatilho inflamatório pro corpo. Então, pro lipedema, o que que isso acarreta? É aquela dor que a mulher tem, que não pode nem encostar na perna dela, que ela fica com dor. Ah, eu tenho paciente que fala: “Ai, o meu gato ou meu cachorro sobe em cima do colo e eu tenho muita sensibilidade”. Nossa. Então isso é, a gente tem que ir tirando esses gatilhos inflamatórios. Então, o emagrecimento é muito importante para essa mulher, esse controle de inflamação, ajuste de tireoide, ajuste hormonal. Então, é uma série de coisas que a gente precisa fazer para garantir que essa mulher receba um tratamento completo. E isso não é só tomar um suplemento ou usar alguma coisa que viu na internet. Uma outra um outro ponto importante pra gente trabalhar é com a meia, as meias compressivas, né? A mulher que tem lipedema, geralmente ela fala que tem as pernas cansadas. Então ela fala: “Ai, a minha perna ela incha no fim do dia, eu sinto que ela é mais pesada, ela fica dolorida, sensível e a gente precisa trabalhar muito em cima de melhorar o retorno venoso dessa mulher. Aí entra tanto a drenagem linfática, que é uma opção, quanto as meias compressivas. Que bom! E a E nossa, Jesus do céu, não vai uma hora é pouco pra gente conversar. Tem muita pergunta que tá aqui, ó. Eh, vamos por partes. Vamos. Calma, Pedro, você tá tirando foto, meu querido? Eu vou tirar. Ah, então tá bom. Se vocês também me mandem as fotos depois, tá? Os vídeos. Beleza. Obrigada. Podcast. É isso. A gente conversa bem. É isso aí, viu? Quem tem lipema pode aumentar a possibilidade ou a tendência de ter varizes ou não? Sim. Sim. Nossa, também isso, coitadas. Tá? No lipedem ele tem associação com várias doenças, porque é assim, o lipedema é uma doença que é de uma mulher que tem um estrógeno mais alto. Hum. A gente chama isso de dominância estrogênica, né? Então ele tem associação tanto com doenças ginecológicas como endometriose, adenomiose. Nossa, também cistos em mamas. Então aquela mulher que tem vários cistos em mama, aquela mulher que tem a gente chama eh de um transtorno dispórico pré-menstrual, é aquela mulher que fica doida. Nossa, na na TPM, briga com todo mundo, tem um fluxo muito intenso, ela pode ter esse estrógeno mais alto, isso tem associação com o lipedema. E tem algumas outras doenças, como o hipotiroidismo, a gente sabe que conforme essa mulher avança nos estágios do lipedema, maior a chance dela ter desenvolver o hipotiroidismo. Tanto é que quando ela chega no último estágio do lipedema, que é o estágio 4, 100% dessas mulheres têm hipotiroidismo. Nossa. Então assim, é é um dado assim muito grande e para varizes é a mesma coisa, né? Porque é uma doença inflamatória e ela vai inflamando toda a região, inclusive os vasinhos. No estágio um, às vezes essa mulher não tem varizes. Às vezes ela só tem uma perna um pouquinho mais cansada, ela fica com uns rostinhos que aparecem do nada. É uma doença, não chega a ser uma doença vascular, certo? Quando ela vai eh passando pro estágio dois, pro estágio três, pro estágio 4, é como se essa circulação venosa das pernas, ela fica mais difícil. Por isso que a gente precisa das meias compressivas, por isso que a gente precisa às vezes da drenagem linfática. E se essa mulher não cuida disso, ela vai desenvolver uma uma vai desenvolver varizes. E se ela não tratar, cada vez pior, cada vez mais, até que ela desenvolve um, a gente chama de linfedema, que é quando esses vasinhos eles não conseguem, eles falam assim: “Não é possível mais bombear toda essa circulação para cima”. E aí a mulher fica com aquela perna toda inchada. Nossa, toda inchada. Isso é dificulta muito. É questão funcional de locomoção, ela tem muita dor. Tudo isso. Tem uma prima da minha prima que mora em Peruíbe. Ela teve que fazer cirurgia para tirar o culote. Não, não teve como diminuir, tratou com o médico tudo. Eu acho que era um tipo de lipedema. Pode ser, sabe? Mas teve que fazer para tirar os dois lados. É o o lipedema ele é uma gordura diferente, né? Então eu gosto muito de explicar como se a gente fosse no mercado, porque é fácil de entender. Quando a gente vai comprar um frango no mercado, tem a gordurinha do frango, que é amarelinha, tem. E ela é bem fácil de tirar, né? Você puxa ela, limpa o frango e tira. Isso. Aquilo é uma gordura normal. Hum. A gordura do lipedema, ela ela é cheia de bolinhas. Ela ela se molda em várias bolinhas e essas bolinhas elas ficam se apertando uma em cima da outra. Então, essas células que estão no meio, elas vão morrendo e isso que inflama o lipedema. Por isso que ele é tão doloroso. Ela fica armazenada cheia de bolinhas e aí essa célula inflamatória, essa inflamação acaba morrendo célula ficando inflamado e aí forma um tecido de cicatriz, então fica cheio de fibrose. Sei. Sei. Então quando a mulher passa a mão na na nesse nesse culote ou no local que tem lipedema, ela sente como se fosse umas bolinhas de good por baixo. Ah, olha só. Isso. Isso é muito diferente da celulite, né? Quando a mulher tem celulite, se ela só pegar a pele e afastar de um lado do outro, é, some, né? A gente vê que a celulite some no lipedema não. Se ela fizer isso e ela passar a mão por cima, ela sente as bolinhas. É uma gordura mais resistente, mais difícil de eliminar. Olha que dica, pessoal. Então, olha, se tiver alguma gordura a mais assim, então você faz esse teste, né? estica a pele. Se você continuar sentindo as bolinhas, é porque, infelizmente, é o lipedema. É. E é sempre bom procurar um médico que tem mais experiência com isso, porque muitas vezes passa desapercebido, principalmente se a mulher é magra ou tá nos primeiros estágios de lipedema, quanto mais cedo ela tratar, melhor o resultado. A gente consegue no estágio um e estágio dois, muitas vezes regredir para um estágio zero de lipedema nessa mulher. E como é uma doença eh crônica, se a gente não trata, ela vai progredir. Então eu sempre falo assim, se você tem alguém na família que você acha que essa pessoa tem lipedema, olha para essa pessoa, porque se você não tratar, é o seu destino. Ah, você tá vendo na sua mãe ou na sua tia, é assim que você vai ficar. É hereditário. Então tem uma carga genética muito importante, muito importante. E o que é muito interessante hoje, que a gente tem muita coisa para tratar. tem eh em relação à própria medicação. Uma das medicações que a gente usa para tratamento de lipedema hoje para diminuir essa inflamação é o mujaro, que é a tirepatida. Ah, olha só. Então a gente pode usar isso associado. Claro que as doses são diferentes, depende de cada mulher, mas é uma das estratégias que a gente usa pro lipedema. Que bom, né? Ainda bem que tem, né? Ainda bem que tem. Ainda bem que tem. Nossa, que maravilha. Ó, essa aqui nós já falamos tudo. Essa aqui é interessante. Quais os primeiros sinais que o corpo entra, de que o corpo dessa mulher está entrando na menopausa? Ah, isso é muito bom para pra mulher que começa a perceber, né, para onde para onde ela tá indo. Passou dos 40, tem que começar a ficar atento nisso. Hoje em dia até mais cedo, cada vez mais cedo. Mas o primeiro sintoma que a que a mulher sempre me relata é essa dificuldade de sono. Então, nessa primeira fase de transição menopausal, a gente tem a queda de progesterona. E a progesterona, ela é um metabólito que atua lá no nosso cérebro e traz uma sensação de relaxamento. Isso ajuda a manter um sono profundo, a um sono reparador. Quando ela tem essa queda de progesterona, ela perde essa capacidade de ter um sono reparador. Então ela levanta várias vezes ao longo da noite. Entendi. Acorda muito. É uma insônia de manutenção, que a gente chama. Outra coisa, os esquecimentos. Isso é muito comum dela tá eh esquecer o nome das coisas que ela tá falando. E é um é um esquecimento, é uma perda de memória funcional que a gente fala. Então ela tá fazendo uma coisa e esquece. Aquela de abrir a porta da geladeira, esquecer, eu fazer mesmo. Exato. É esse tipo de coisa. Ela não é de esquecer, por exemplo, ai data de aniversário, não é? É diferente do de uma demência assim, é funcional. Ela ela esquece a chave do carro, ela esquece o fogão ligado, são coisas do dia a dia que ela acaba esquecendo. Esses são os maiores sinais dessa queda de progesterono. Depois a gente vai pra queda de estrógeno, que aí começam a aparecer os calorões, que são os sintomas mais famosos, né? A mulher acha que ela só tá entrando na menopausa quando ela tem calorões. E na verdade não. Muitas vezes ela já tá entrando na menopausa ali, já tá em transição menopausal há anos, só que ela só começou a reparar depois dos calorões. Que mais? Dores articulares. Dores articulares, eu acho que é dor muscular. é aquela mulher que fala, às vezes acorda com as juntas assim mais rígidas, com aquela mão, mas e ela não sabe explicar porque tá daquele jeito. Isso tem que ter muito cuidado naquela mulher que tem fibromialgia ou que tem artrite, porque isso costuma piorar. Tanto é que quando a gente faz reposição hormonal para essas mulheres, elas costumam melhorar das doenças, olha só, melhoram os sintomas. Outro ponto importante, né, na queda do estrógeno também é o acúmulo de gordura abdominal, que é o que elas mais reparam, que elas vêm me procurar para emagrecer quando começa a ganhar barriga. Doutora, eu não tinha essa pochete aqui, eu não sei o que que tá acontecendo. Então isso é isso é bem comum. Ah, tem outros sintomas também que é queda de libido. É muito comum nessa época. essa mulher, ela eh dá dá problema no casamento, ela ela vai atrás para resolver, porque ela fala: “Doutora, eu não sei o que aconteceu, mas eu não tenho vontade”. Olha, então a queda de libido e também a falta de lubrificação vaginal. Ah, por ter falta de lubrificação, ela pode ter dor na relação, ela aumenta o risco de ter infecção urinária. Então, aquela mulher que tem várias infecções urinárias de repetição, pode ser por uma queda hormonal também. Entendi. Tem mais de 70 sintomas. Nossa. menopausa. É Jesus, tudo isso, tudo isso. Ai, por isso que é muito importante a mulher que ela tá chegando próxima da idade, ela procurar um médico que tem mais experiência, que vai conseguir direcionar, porque às vezes ela já acontece muito comigo. Doutor, eu fui no meu ginecologista e ele falou que isso é coisa da minha cabeça. Ele falou que é assim mesmo e não precisa ser assim. É possível tratar, é possível dar mais qualidade de vida para essa mulher. a gente vê assim, é, é, é transformador, né? A, a Kelly é um exemplo, né? A Kelly a gente tá cuidando também da reposição hormonal dela. Esses dias eu fiz um ajuste de dose para ela, que ela tava com a queixa de sono, né? E ela já sentiu que melhorou. Olha, ela tá linda. Que bom. Olha só. Ainda bem que tem como tratar, tem como fazer esse acompanhamento. Pior, se não tivesse, já pensou? É que é antigamente não tinha, né? 20 anos atrás. É. O que o que as mulheres me relatam é assim: “Olha, é isso, aguenta daqui pra frente. É assim, é você se acostuma porque não tem o que fazer”. A minha avó que falava isso. Exato. E daqui a pouco passa. Eles fala: “Não, daqui a pouco o calorão some e passa”. Isso é um perigo, tá? Porque uma das das coisas que a gente sabe hoje por estudos que a mulher que não faz reposição hormonal, que ela tem indicação para fazer e não faz, ela tem um aumento de mortalidade, ela morre mais cedo do que a mulher que faz reposição hormonal. Além disso, ela tem um risco maior de infarto e de AVC, ela tem um risco maior de demências. Então é uma mulher que assim ela fica desprotegida, fora que ela perde massa muscular, aumenta o risco de osteoporose e o e a gente sabe muito, né, das nossas avós, pelo menos as minhas as minhas avós, minhas bisas, todas na não fizeram reposição hormonal, caía quebrava fêmor, quebrava costela. E não é para acontecer isso, né? Porque a gente sabe que depois que essa mulher ficar acamada é muito mais difícil. Nossa, é verdade. Meu Deus. Minha querida, eu vou falar de dois patrocinadores rapidinho aqui. Fique à vontade, viu? Vamos lá, gente. Gostaria de falar do consultório odontológico de Bauru, que tem a Susana Satier Miazak como dentista, tá bom? Eles trabalham mais de 10 anos com limpeza bucal, extrações, cirurgias, implantes, próteses, aparelhos ortodônticos, restaurações estéticas. É uma excelente dentista. Ela ela é assim muito minuciosa, tá? Super recomendo, super indico. Eles estão ali na rua Viador Gomes Ribeiro 3810, no Jardim Marambá. O telefone é 1499716567. Um abraço aí pro Wagner e pra Susana. E nós temos a Forcefit Academia também que estão ali na rua Castrovis 671 na Vila Solto. Eles aceitam G pés total pés. Estão trabalhando aí de sábado às 9 ao meio-dia e das 15 às 17. Domingo está fechado, tá bom? O telefone do Léo e do Fabrício, do Léo é 14991697586 e do Fabrício 14 991841141. Super indico também, são ótimos profissionais para realmente te acompanhar na musculação, OK? Gratidão. Eh, minha querida, passa pro pessoal então os seus contatos, rede social, tudo pro pessoal te achar, por favor. Bom, perfeito. Eu crio bastante conteúdo na rede social, então para quem quiser me achar, acho que o jeito mais fácil aí pelo Instagram é @agabrielói, Dr. Gabriela Godói. Vocês vão ver lá, eu posto vídeo toda semana, falo sobre emagrecimento, dou muitas dicas, tem dica de receita, sou bem ativa nos stories também, então gosto de mostrar os resultados das pacientes, o que que eu faço lá no consultório, tô sempre discutindo casos, o pessoal vai conhecendo a minha equipe também, que a gente gosta de mostrar os bastidores e o contato da clínica que eu vou deixar aqui embaixo para vocês verem que é a clínica Tnei e vocês vão falar direto com a Kelly, que é minha secretária que tá aqui. Maravilha, maravilha. A gente deixa então no no aqui no YouTube. Pera aí. Oi. Descrição. Não entendi. Na descrição do YouTube. Ah, da descrição do YouTube. Isso mesmo. Descrição. Deixa eu até já colocar já. Perfeito. Pera aí. Você quer deixar Kelly com ela passar o contato da o nosso contato lá da clínica? Pode ser. É, é celular. É 14. Isso. Celular nove. Pode falar, Kelly. Deixa o celular. A gente mudou de número recentemente. Eu não sei de cabeça não. Ô gente, acho é o que você me chamou, né? É 14 997 76. Pera aí. 997 76 0220 02 isso 1497760220 isso. OK, gente, tá colocado. Eu tava escrevendo aí eu continuei depois na linha de baixo, tá? Tá colocado aí. Maravilha, minha querida. Olha, eu quero agradecer imensamente vocês terem vindo aqui no estúdio. É um grande prazer receber. Venham sempre, tá? E assim, eu acho que a gente precisaria fazer mais paraa frente um outro podcast, porque ainda tem um monte de perguntas que eu ia fazer, não deu tempo, mas vamos fazer em breve, vamos fazer. Muito obrigado mesmo. Desejo sucesso para você, tá? Você continue esse esse esse acolhimento, esse jeitinho meigo que você tem. Nossa, sensacional. Parabéns. Obrigada. Obrigada, Alessandra. Um prazer vir aqui também poder falar um pouquinho do meu trabalho. Eu acho que mais do que isso, poder conscientizar essas mulheres, porque cada vez mais a gente tá cheio de informação e não sabe que caminho seguir, não sabe o que que tá certo, que que tá errado. Então é um jeito da gente espalhar boas informações, informação de qualidade para todas as mulheres. Maravilha. Muito obrigado mesmo. Muito obrigado, queridas, tá? Vocês terem vindo. É um prazer recebê-las também aqui no estúdio, viu? Obrigado, Pedro, também o nosso querido cameraman. Muito obrigado, pessoal, aí que vai assistir eh eh divulguem esse vídeo, divulguem o máximo possível para que vocês eh realmente possam ajudar as pessoas a ficarem instruídas sobre um assunto tão importante, tá bom? E se quiser ser meu entrevistado, me chama no direct do Instagram podcast Sucesso em Pauta, que eu explico certinho como você faz para estar aqui comigo, tá bom? Gratidão por mais esse encontro.
