Que delícia treinar com você, aprender mais com você, não é verdade? Hoje o assunto é emagrecimento sem perda de massa muscular ou minimizando as perdas, né, Rubinho? E foi muito legal aprender e treinar junto com você. Tânia, Rubinho, já estão de fôlego recuperados por aqui. Você também? Hã, eu quero trazer mais uma interação super especial de alguém que tá aqui no estúdio e que treinou com vocês. Posso trazer? Olha aqui, o Odair mandou: “Amei estar aqui com vocês na interação, no seu ritmo”. É o Dani. >> Ah, fofinho. Ele fez em pé e fez na cadeira também. >> E desde o primeiro bloco que ele tava ali fazendo junto sem parar. Espetáculo. >> Arrasou, hein, Dani? Parabéns. Ó, agora eu queria conversar com você sobre eh atletismo. Será que além dessa modalidade olímpica a gente podia olhar com outros olhos pra base, né, de muitos esportes? No Centro Universitário Adventista de São Paulo, o atletismo ele também é usado como uma ferramenta de superação para deficientes visuais. Eu quero que você confira agora a reportagem do Maurício Massaro no mexa-se de hoje. >> O atletismo é considerado a base de todos os esportes. São mais de 40 modalidades entre corridas, saltos e lançamentos presentes nos Jogos Olímpicos Modernos desde 1896. Mas mais do que velocidade ou força, o atletismo é superação. No Centro Universitário Adventista de São Paulo, no Capão Redondo, o Instituto Atletismo Semites tem transformado a vida de um grupo de deficientes visuais através do esporte. O projeto nasceu em 2022, logo após a pandemia, com o objetivo de incentivar a atividade física e promover a inclusão e qualidade de vida, especialmente para os idosos. a gente consegue aí aí ao passar desses anos trazer mais pessoas com e sem deficiência para para participar desse projeto. Pessoas que estavam no sedentarismo com autoestima lá embaixo, eh não tinham muita perspectiva de fazer uma atividade física, não sabiam como fazer, como ser orientadas. E hoje a gente consegue trazer essas pessoas para cá, damos treinamento para elas de corrida, de fortalecimento muscular e essas pessoas vêm se desenvolvendo não só no seu aspecto físico, mas também no mental e até no espiritual. E de lá para cá, o grupo cresceu. Hoje é reconhecido como instituto e continua com a sua força 100% voluntária, com cerca de 30 colaboradores que auxiliam os 22 participantes, ou melhor, 22 atletas. E o que move a essas pessoas é a solidariedade e a certeza de que o esporte pode devolver a autonomia, a autoestima e o sentido à vida. Tadeu, e qual é a sua história com relação à causa da deficiência com a inclusão, a sua baixa visão também? Conta pra gente um pouquinho da sua história. Isso. Então, eu perdi a visão do olho esquerdo. Eu tinha em torno de 17 anos, né? E o meu olho direito, ele tem uma baixa visão, né? E foi através do esporte que eu também mudei de vida. Antes de conhecer a corrida de rua, eu não tinha nenhuma perspectiva. Minha vida era envolvido com drogas, totalmente fora do que a gente pensa de um atleta de corrida. Quando eu conhecia a corrida e descobri que na corrida eu podia melhorar de vida, eu achei ali uma oportunidade e abracei essa oportunidade e comecei a treinar nessa pista aqui mesmo do NASP em 2008. Assim como o professor Tadeu, cada atleta carrega sua própria história de superação. Alguns perderam totalmente a visão, enquanto outros uma parte dela. E também há quem tenha enfrentado doenças graves, mas todos encontraram no atletismo motivação para seguir, como é o caso da Zélia, que venceu o câncer de mama. Eu nunca parei, mesmo fazendo o tratamento. Eh, eu fazia todas as terças a quimioterapia no Instituto do Câncer, na Santa Casa. Eu estava aqui na quinta-feira caminhando. Falaram para mim disse: “É o esporte, não pare não. Se todos meus pacientes fizesse isso, a gente teria muito mais cura”. Cada passo, cada volta na pista é uma vitória. E nesse grupo, um jovem chama atenção. Antes de perder a visão, aos 25 anos, Nicolas vivia uma rotina totalmente diferente. >> Eu trabalhava o dia inteiro e à noite estudava. Graças a Deus, consegui me formar em engenharia mecânica e já estava cursando mestrado em matrizes energéticas renováveis. Só que com a perda da visão eu desisti, não pude concluir o mestrado e foquei totalmente no tratamento para recuperar a visão e voltar a enxergar. E aí na readaptação que eu conheci o Tadeu e a minha vida mudou. Hoje ele treina quase todos os dias, de manhã e à noite e transformou a sua rotina em um compromisso real com o seu corpo e a saúde. >> E graças a Deus estamos colhendo os frutos porque os resultados chegaram e são ótimos. consegui vencer muitas corridas na rua, na pista de atletismo, consegui uma medalha de bronze e no mês que vem vou competir no campeonato brasileiro e tem a oportunidade de conseguir uma bolsa atleta para treinar cada vez mais, melhorar a minha capacidade de me tornar um atleta de alto rendimento. O atletismo sem limites nos ensina que o verdadeiro pódio não está em medalhas, em troféus, mas sim em acreditar, persistir e seguir em frente, porque no esporte há espaço para todos. E foi nessa motivação que o grupo brilhou na corrida comemorativa dos 100 anos da Super Ball, porque eles nos motivam muito, vem aqui é três vezes por semana, fazem atividade física. A gente tem alguns que já estão num nível bem avançado, vem diariamente treinar aqui e nos servem aí de inspiração pra gente continuar também, porque deficiência e dificuldade todo mundo tem, né, cara? Mas quando a gente vê pessoas que t estão em condições piores do que a nossa, conseguem vir se dedicar, fazer e fazer muito bem feito. E isso tem servido para nós continuarmos também nessa parceria. falou que nós ajudamos eles, mas a ajuda que nós recebemos deles é muito maior. >> Atletismo >> sem líder. >> Que energia boa, >> maravilhoso, >> que gostoso. Realmente um projeto lindo. E isso mostra para todos nós que não existe é barreiras quando a gente quer dá um jeito, se supera e ainda inspira outros. Muito legal conhecer aqui o projeto atletismo sem limites. Dá uma passada no Instagram, você viu passando o endereço, né? Atletismo_line sem limites no Instagram. Tânia Rubinho, coração bate forte da Tânia que eu sei que ela adora. >> Eu gosto. Tava falando pro Rubinho, a gente aprende muito mais com eles do que a gente ensina ou pode passar alguma coisa, porque é incrível a vivência que você tem com essa galera. Muito bom, muito bom mesmo. Ó, vamos fazer um intervalo agora. Na volta tem picadinho de tofu. E eu não quero que você perca essa receita porque ela tá além de linda, cheirosa, ela tem ingrediente pro nosso músculo ficar bem. Então, ó, não sai daí porque a gente volta já. Mas e já mesmo.
