Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast Além do Jaleco. E hoje estamos aqui com a Dra. Karina. É um prazer ter você aqui com a gente, doutora. O prazer é meu. Muito obrigada pelo convite. Vai ser uma honra participar do podcast Além do Jaleo, falando aí sobre mitos e verdades, de obesidade, emagrecimento e saúde. Tem muita coisa pra gente falar, mas antes de tudo eu queria que você se apresentasse, contasse um pouquinho sobre a sua trajetória, porque você decidiu seguir a sua especialização. Então, Léo, eh, na época da pandemia, eu fiquei muito ali na parte de tanto de emergências, né, como linha de frente. Depois eu fiquei um pouco também em ambulatório, então a gente via muita doenças. Os piores pacientes que acabavam realmente tendo eh piores prognósticos eram pacientes obesos, pacientes com sobrepeso e comorbidades. Então eu falava: “Poxa, eu quero impactar antes disso, eu quero dar qualidade de vida para esses pacientes”. E na época que eu ficava no ambulatório, eh, o número de pacientes era muito alto para atender, então eu não conseguia dar uma assistência, uma consulta de qualidade para ele. Eh, então era algo meio curativo mesmo. O paciente chegava, eu entendia mais ou menos pelos exames, por uma conversa muito rápida e breve que tinha que ser. Sim. E então não dava para entrar em detalhes e nem pactar tanto no estilo de vida dele. Então ficava aquilo mesmo, olha, isso aqui você vai tomar pro seu colesterol, dava as orientações necessárias, isso aqui para pro seu quadro de diabetes. Mas eu falava: “Poxa, não é isso que eu quero. Eu quero impactar muito mais na vida dele. Eu quero tratar a causa raiz. Eu não quero ficar mascarando o que ele tem. E isso me gerou um desconforto. Eu falei: “Poxa, eu vou para uma área mais integrada e vem a medicina integrativa que eu amo”. E aí você realmente vê o paciente no seu 360. E comecei nessa linha de biohacking, que é você realmente mapear o paciente, entender todas as alterações que esse paciente tem. Então, a gente metrifica tudo para entender a parte metabólica, hormonal, eh, estilo de vida, o que que tá dificultando esse paciente a não ter qualidade de vida e saúde, eh, qualidade de sono, intestino. Então, algo muito integrado, que vai muito além do que a gente acaba vendo um pouco só na faculdade, né? Então, a gente quer realmente entender o paciente no seu 360. E dessa forma, eh, eu sempre amei ser, eu, eu sempre tive uma vida assim meio lifestyle, eu sempre gostei muito de me alimentar bem, de atividade física desde novinha. E eu falava: “Poxa, isso me faz tão bem, eu vou passar isso para as pessoas”. E a importância e o tanto que isso impacta, porque é autoestima, é saúde mental, é na saúde física, tudo é esse 360. Eu falei: “Poxa, é isso que eu quero fazer pro meu paciente”. E aí comecei a fazer vários cursos pós e falei: “Poxa, eh, vou impactar no emagrecimento”. E aí, Léo, é uma paixão, porque cada paciente, cada história que entra ali para mim, eh, é uma troca muito importante e e impactar mesmo, eh, criar um uma uma mindset no paciente de falar: “Poxa, ó, vamos, você não vai continuar, você tá comigo”. Hum. E eu fico com esse paciente, eu faço um plano de acompanhamento com ele para ele entender a importância dele melhorar a a a o o estilo de vida dele para eu devolver mais saúde para ele e o que eu posso fazer por ele. Então aí a gente vai metrificar tudo com exames, fazer biimpedância, entender composição corporal, porque é muito importante, não dá para ficar num IMC, altura peso por altura ao quadrado, isso aí já tá praticamente em desuso, né? Então é muito interessante assim, a gente pega muitos casos de falsos magros ou pacientes que são hipertróficos e vão estar classificado como obesos que não tem como passar, né? Então a a biimpedância ela ajuda muito a gente entender o corpo do paciente e além disso os marcadores inflamatórios, Léo, porque hoje o nível de inflamação, eu vou falar que 90% dos pacientes estão inflamados e nem sabem. Tem gente que não sabe, né? Conta um pouquinho mais o que que é essa parte da inflamação na vida das pessoas. Então, hoje tudo é muito inflamatório, então a exposição a toxinas, poluição, hoje é tudo cheio de agrotóxicos, né? Aditivos químicos, muitos produtos industrializados, os fast foods, eh, embutidos, enlatados, até realmente perfume, tudo a gente se contamina o tempo todo. Uhum. Então, muitas vezes a gente fala que o paciente está numa inflamação silenciosa, porque as coisas vão acontecendo e ele vai achando: “Ah, não, aquilo é normal, é por conta da minha rotina”. E muitas vezes ele não se atenta já que ele está realmente inflamado. Uhum. E eu falo pros pacientes, eles têm que começar a dar atenção aos sinais que o corpo vai dar. Então, o tempo todo o nosso corpo tá dando sinal pra gente. Então, seja o intestino que não funciona bem, poxa, fico distendido o dia todo, excesso de gases, fico arrotando ou então cansado, uma fadiga crônica, uma sonolência, dorme, mas sente cansado o dia todo ou libido baixa ou tudo, né? Então, cada paciente às vezes chega com uma queixa, a gente também hora que vê tem muitas outras, né? Então é é muito importante essa avaliação dos 360 do paciente. Então entender o que o paciente tem para falar sobre estilo de vida, como que é o planejamento alimentar, do que ele se alimenta, né? Ele nutre o ele tá nutrindo a célula dele ou ele tá colocando lixo do ponto de vista? Que lixo? Inflamação, aumentar e criar mais resistência insulínica, aumentar colesterol. Então tudo que eu falo eh pros pacientes são escolhas, né? Eh, muitas vezes enquanto é uma ignorância, você não sabe que aquele alimento é prejudicial, tudo bem, só que aí você orienta. Aí você fala: “Calma aí”. Então, é muito importante assim, a parte alimentar é um dos pilares sobre biohacking, né? Então, existem os alimentos inflamatórios, açúcares, embutidos, como eu falei aqui. E muitas vezes as pessoas acham que se alimentam bem e não estão se nutrindo, né? Porque comer é diferente de se nutrir. Então você entender o que você coloca no seu corpo, poxa, isso vai me dar energia, isso vai me dar disposição, isso me dá a saciedade mais prolongada. É a diferença. Então você começar a entender o que o seu corpo realmente precisa. E muitas vezes eu pego pacientes até com intolerâncias alimentares que nem sabia. E quando a gente tira esses alimentos que estavam inflamando, paciente performa maravilhosamente bem. Que legal, doutora. Então, o primeiro passo paraa pessoa é desinflamar e aí depois de fato que ela vai começar a emagrecer. Exato. Ah, como eu disse, a maioria tem um grau de inflamação, tá? Mas é que acaba sendo tudo mais ou menos junto, Léo. É, a hora que a gente começa a desinflamar o paciente, pensando aí que a maioria também tem um nível de inflamação intestinal, a gente começa a melhorar o intestino e aí tudo ao mesmo tempo. O intestino que não absorve tão bem os alimentos, né? Eu peço alguns exames bem específicos para entender como que tá a absorção, né? Quanto que ele tá absorvendo os nutrientes dele. Então, a gente pede copo funcional, dentre outros. E isso me dá um norte, poxa, realmente você não absorve. E a gente também metrifica através dos exames, né, as necessidades, as hipovitaminoses que ele apresenta. E com isso a gente faz meio que um combo. Então a gente vai colocar os antioxidantes, vai desinflamando esse paciente, passa eh um planejamento alimentar estratégico para ele, né, que muda, mas que nos primeiros 30 dias ele é bem detox mesmo. Eh, alguns pacientes se beneficiam muito já com o jejum intermitente. Legal. é bem interessante, eh, fazendo de forma correta excelentes resultados e aí a gente vai fazendo tudo meio que em conjunto. Nesse primeiro momento, se o paciente tá muito inflamado, eu gosto muito de associar injetáveis se eu vejo que o intestino tá muito inflamado, porque ele não vai ter uma absorção 100%, então a biodisponibilidade do medicamento que eu vou dar para ele por via injetável vai ser superior. Então a gente faz meio que um confusão e aí vai fazendo esse acompanhamento. Então, tem pacientes que voltam semanais, tem pacientes que vêm mensais, mas a importância a a importância maior é a constância no acompanhamento, justamente pra gente entender o quanto a gente precisa ainda otimizar o tratamento, qual que tá sendo a resposta do paciente e que a gente precisa colocar. Eh, um ponto muito interessante assim, eh, pacientes obesos, por exemplo, muitas vezes tá com a libido extremamente baixa e a testosterona realmente, a hora que a gente avalia o exame, tá lá embaixo, normal, resistência insulínica, enfim, toda a parte hipotalâmica ali tá alterada e isso vai realmente alterar a produção dele de testosterona. Nesse primeiro momento, não adianta eu dar uma testosterona para ele. Então, essa é a importância da gente entender o paciente nos 360, pra gente saber que horas vai realmente precisar da testosterona. Será que se eu sensibilizar essa insulina, melhorar essa parte hipotalâmica, desinflamar esse paciente, ele não vai ter uma produção legal de testosterona fisiológica ou não? Não teve. Aí a gente pensa sim em equilibrar a parte hormonal também. Perfeito. E você entrou num ponto que eu acho muito interessante porque é um pouco polêmico, que é a parte do jejum intermitente. E você falou de fazer da maneira correta. O que que é fazer da maneira correta o jejum intermitente, doutora? Vamos lá. Eh, muitos pacientes também chegam: “Nossa, doutora, eu tô fazendo jejum intermitente no emagreço.” Só que existe a janela, né? E nessa janela do que você pode comer, se você ficar 20 horas no jejum, mas sair errado na janela alimentar e comer errado nesse desjejum, esquece o benefício que você teve, você prejudicou total, né? Então assim, pensando até emagrecimento, claro que tem a parte do detox, né? da da melhor hepática, a nível de fígado, de metabolização, parte metabólica do corpo realmente melhora muito. Mas pensando ali na sensibilização da insulina, que é um dos é um dos objetivos nossos durante jejum intermitente, se você sair do desjejum, né, vamos lá, sair do jejum, desculpa, e você se alimentar de alimentos com alto índice glicêmico, alimentos palatáveis, gordurosos, é cheio de gordura trans, doces, bolos, pizzas, acabou. Pico de insulina, resistência insulínica, paciente volta, não, verdade, nem emagrece, né? Eu ia falar que ele volta a engordar, mas ele acaba nem emagrecendo, tá? Ou se no começo ele até pode gerar um nível de emagrecimento pelo déficit calórico, mas não tem jeito, né? A conta não vai fechar uma hora e a própria resistência insulínica vai fazer o peso dele voltar. Perfeito, doutora. E outro ponto muito legal que você falou, é, e muitas pessoas deixam de lado, é a parte do intestino. O quão importante é o intestino pra pessoa que quer emagrecer? É tudo, né? Então, primeiro que a absorção acontece ali pra gente ter realmente eh macro, micronutrientes que vão ajudar a ter disposição e energia. Pensa, se você não absorve bem, vai tá cansado, estressado, irritado. E além disso, nosso segundo cérebro, então 80% de receptores, serotoninérgicos, sensação de bem-estar, estão no intestino. O paciente fica meio depressivo, alguns geram um grau de ansiedade, então descompensa tudo. É, eu falo que é uma tremenda catástrofe se você tem uma inflamação intestinal, né? Uhum. Então você não vai ter ânimo para fazer uma atividade física, você não consegue se nutrir, você vai estar desnutrido, vai ser aquele obeso desnutrido, ele acha, não vai estar saudável, não tem como. E e muitas vezes a gente, se a gente não trata o intestino, não resolve. Ele vai ficar num platô, ele pode emagrecer. No começo, sempre todo mundo que fazer um déficit calórico emagrece, mas a gente tem que pensar no emagrecimento mais sustentável, né, duradouro e mais saudável e não existe saúde com intestino inflamado. Perfeito. E pensando na obesidade, você, a gente estava conversando ali no camarim, né, e você falou, né, que é uma doença que a pessoa tem que cuidar pro resto da vida, precisa de um acompanhamento ali, porque de fato, se ela descuidar 1, 2, 3 meses, dependendo do biotipo dela, dependendo do corpo dela em si, pode ser que ela volte e cada vez pode voltar pior, né? Então, conta um pouquinho do o que que você pensa ali pra pessoa que às vezes tá tá sofrendo com essa doença e e quer sair. Exato. Eh, obesidade realmente é uma doença crônica, né? E doença crônica a gente precisa de acompanhamento e medicamento. É uma doença, como qualquer doença que precisa de medicamento também. Eh, o primeiro passo muito importante sobre a obesidade, sobre o tratamento, é a mudança no estilo de vida, né? Então, eh, eu falo que todo tratamento tem que ter esse eh, todo paciente que chega para tratamento, ele tem, eu crio esse mindset, olha, agora, a partir de agora, é mudança mesmo de vida, porque se não mudar o estilo de vida, não sustenta, né? E o emagrecimento muitas vezes ele pode ser sarcopênico. Então, se o paciente só quer emagrecer a custa de medicamento, ele vai perder músculo. Perde gordura, mas perde músculo também. E o que melhora a nossa taxa metabólica e aumenta a nossa taxa metabólica, que é o consumo de calorias, de energia que a gente gasta ao longo do dia, é o músculo. Ele vai ajudar a catabolizar, ele ajuda a gente a queimar mais gordura, vamos dizer assim. Eh, e quando a gente faz o emagrecimento sem atividade física, a gente perde músculo. O grande problema a hora que esse paciente para com medicamento, ele volta a comer. Só que ele voltou a comer com uma taxa metabólica menor, porque ele perdeu em músculo também. Então, a tendência é ele ter um reganho ou até piorar. ele vai pode até redobrar o peso dele. Então, o acompanhamento eh ele é importante por isso, pra gente justamente entender o momento de vida do paciente, adequar a realidade dele, fazer estratégias para que ele ganhe massa magra, mas que ele também precisa fazer a parte dele. Eu falo que tudo nós somos adultos e nós temos que saber fazer as nossas escolhas, né? Então, até tal ponto, eu tô ali depois ao paciente. Então, até eh eu não quero que meu paciente, ele fique escravo de um medicamento eh escalonando doses com doses progressivas. Agora, poxa, ele entendeu. Entrei com medicamento porque ele realmente precisa, a gente tá emagrecendo, tá saudável, desinflamamos o paciente, o intestino tá funcionante, tá tendo um sono de qualidade, que é um outro pilar importante, não se emagrece sem sono, não emagrece sem sono, não. Eh, então é outro pilar muito importante da gente conversar e e estrutura, atividade física, alimentação saudável, ã, e a gente vai ajustando as medicações. Lembrando que no começo a gente escalona mesmo até a gente chegar no objetivo. Depois a gente vai desmamando e vendo qual que é a necessidade do paciente, mas que ele não fique escravo do medicamento, porque isso a longo prazo não vai trazer uma longevidade para ele, não vai ser tão saudável assim. E e outro ponto importante, né, pensando em emagrecimento sustentável a longo prazo, o emagrecimento ele é multifatorial. Então, a caneta hoje, né, que tá estourando, que realmente foi um medicamento que veio revolucionar, eh, tem ótimos resultados quando bem indicada, ela é um dos pilares, mas ela sozinha não trata a obesidade. Então, a gente tem que ver o que tem mais ali por trás, o que mais a gente precisa fazer. Esse paciente tem uma compulsão alimentar associada, tem uma fomedônica, então assim, o que que ele tem a mais que eu preciso também bloquear, né? Então, não é um único medicamento que vai ser a salvação do meu paciente. E isso é importante a gente falar, porque muitas vezes eles ficam escrevos, ah, eu vou ter que tomar isso aqui pro resto da vida. Conforta de uma tal maneira ele? Tá bom, eu tomo e eu faço a minha parte. É, é, é bem complexo, mas, mas a gente tem que fazer essa mudança, ter essa mudança de, de, de pensamento. E é o que eu tento fazer com todos os meus pacientes para eles terem mais saúde a longo prazo. A longo prazo, o que vai fazer a diferença é o lifestyle da pessoa. Totalmente. Você contou um pouquinho que você, né, já pratica esse lifestyle há bastante tempo. E eu queria que você também contasse um pouco sobre essa tendência nova, né, de das pessoas que cuidarem mais, tem muita corrida de rua e isso é muito bom, né, que é volta pr as pessoas voltarem a se cuidar mais. Que que você tem achado dessa nova tendência? Não, eu tô amando, né? Eu tô amando essa nova tendência, mas mesmo assim, Léo, eh, eu vejo muita procrastinação ainda. Eh, a galera mais nova realmente é uma galera que tá, poxa, na corrida e tá na academia, mas eu ainda vejo muita procrastinação, muitos pacientes que ainda pensam: “Ah, não, eu quero fazer uma cirurgia depois só para tirar esse essa gordurinha localizada. Ai, eu não, eu não quero, eu quero que o medicamento faça os Ah, eu não tenho tempo. Então eu falo, não tem desculpa. Ou você vai acordar uma hora antes, ou você vai dormir uma hora depois, mas a sua atividade física é rotina. Tem que fazer parte da sua vida como uma rotina, como escovar uns dentes. Então eu tento implementar isso para todos os pacientes. Então existe sim. Tô super feliz, né, com com o pessoal aí mais nessa, vamos dizer, nessa vibe. Uhum. Mas, mas assim, ainda ainda tem muita galera procrastinando, com certeza. E outro ponto que você comentou eh sobre o sono, o quão é importante a pessoa dormir bem. Eh, não é nem questão de horas, né? É como que esse sono ele a pessoa, né, se comporta ali, vamos dizer assim, no sono, tá certo? Falar totalmente, totalmente. A gente fala até da higiene do sono, né? Isso. Eh, então, antigamente se a gente for pegar era o correto, pôr do sol, vamos dormir. Quem faz isso hoje, né? Imagina. Mas assim, a gente tem que tentar respeitar o máximo o ciclo circadiano pra gente conseguir fazer as fases do sono de qualidade. Então, pra gente fazer um sono ren, um sono profundo, a gente precisa respeitar isso. E essa higiene do sono, ela é importante porque hoje a gente fica o tempo todo em tela azul, seja computador, seja no Netflix, seja no celular. Enfim, é muita exposição. Hoje tem até óculos bloqueador de tela azul, ajuda bastante, né? Pessoa que precisa mesmo ficar até mais tarde é uma é um aliado aí, mas assim também não vai fazer tantos milagres, né? Porque a gente precisa dormir. Então assim, ok, melhoramos, bloqueamos essa luz para não ficar também ativando toda hora, o que de certa forma vai ajudar parcialmente na produção de uma melatonina, do melhora do cortisol, mas assim, é mais o seu sono, tem que tentar dormir, a gente tem que priorizar um sono de qualidade, o que não é fácil. Hoje todo mundo trabalha muito, tem muitos holic, então assim, é difícil, né, falar: “Olha, você teria que no máximo às 22 horas estar deitado”. O ideal 20 horas, mas assim a gente sabe, né? Todo mundo fica até tarde, trabalha. Mas higiene do sono, vamos começar a se desconectar uma hora antes de dormir, sem telas, no máximo uma leitura com uma luzinha baixa, fazer uma meditação que seja uma meditação a luzinha amarela que é menos pior. E um chazinho, um chazinho calmante. Eu gosto de colocar alguns suplementos, né? Dependendo do meu paciente, eu já deixo até uma suplementação noturna que vai ajudar no sono. Coisinhas naturais, mas que ajuda bastante. Eh, difusorzinho no quarto, um difusor de lavanda, criar aquele momento, sabe? Eh, o quarto ele precisa estar um pouquinho mais resfriado. Então, a gente cria esse clima todo que vira um ritual e que traz muito benefício pra qualidade do sono. Porque se o paciente fica só naquele sono superficial, se ele não faz um sono rin de qualidade, no hein a gente tem memória, cognição, foco, disposição para outro dia, ou seja, paciente não vai ter. E pensando no profundo, sono profundo é o anabólico, o que vai ajudar na parte hormonal, como esse paciente vai ter disposição para ir na academia, como que ele ganha força se ele não consegue produzir adequadamente os hormônios, aumenta muito o cortisol, piora a resistência insulínica. É péssimo assim. Então o sono é um dos principais pilares, não pensando só em emagrecimento, é na saúde, no contexto todo mesmo, pro paciente performar no trabalho, performar na vida. Perfeito. E você falou também anteriormente, né, com comigo no camarim, que você gosta de trabalhar acompanhando, né, com protocolos. o quão é importante pra pessoa que quer emagrecer ter um médico, um profissional ali, né, para de fato ajudar ela nesse longo prazo, porque emagrecer na canetinha ali, a pessoa pode até emagrecer, mas depois vai perder, vai ganhar tudo de novo se não fizer bem feito. Exato. É muito legal o feedback que eu tenho dos pacientes, dos protocolos, Léo. Eh, eles eles falam que é uma injeção de ânimo semanal, então eles estarem, eles vão lá e aí eu pergunto, como foi a semana? Então a gente vai desenvolvendo, né? E essa conexão, essa empatia com o paciente, ele gosta e eu amo, né? E aí a gente vê: “Nossa, você perdeu tanto essa semana, a gente tá alcançando objetivo.” E avalia a circunferência abdominal, poxa, olha que legal, mais 5 cm, mais isso aí, a cada 30 dias a gente faz uma nova bimpedância. Ah, eu amo. A hora que eu vejo acho que o paciente ganhou massa magra e perdeu a o percentual de gordura, porque muitas vezes acaba perdendo a massa magra, né? Uhum. E eu sempre coloco estratégias dentro do protocolo para preservação de massa. Então assim, é é tudo como tudo a gente comemora na clínica. É a semana, pô, reduziu o peso, perdemos circunferência. Aí na outra semana, poxa, olha que legal, agora realmente a gente viu que você ganhou massa magra, às vezes a balança não não não mexe tanto porque ganhou em massa, né? Então é muito legal assim e semanalmente eu até converso, pergunto como tá sendo a semana, tá conseguindo seguir o plano? Como é que tá a atividade física? Então eu estruturo até a parte, a gente conversa muito sobre atividade física, como que é legal fazer de acordo com biotipo, com objetivo. Então é muito legal assim e e eles amam esse acompanhamento. Doutora, faz a diferença um acompanhamento e é legal pelos ajustes, né, Léo? Se eu vejo que o paciente tá deslizando em alguma coisa, poxa, então aqui vamos entrar com isso e eu mesma também vou ajudando o paciente. Então a gente caminha muito mais longe junto, sabe? Então o acompanhamento ele faz a diferença, até porque quando o paciente passa numa consulta avulsa, que que eu vou entregar em uma única consulta? Não dá tempo, né? Então assim, a a primeira é o primeiro contato, eu entendi o que o meu paciente precisa, eu vou estruturar um tratamento, em 30 dias, não consigo a ter uma evolução tão satisfatória. Então a gente ainda tá desinflamando o paciente e e então assim eh falar que consulta vulsa raramente eu faço. Então é tudo bem estruturado, com plano de acompanhamento, os protocolos e aí o protocolo é muito legal assim, eu tenho alguns protocolos bem estruturados para lipedema, tem aquela mulher que também chega, tadinha, e doutora, eu eu faço academia, eu eu olha, eu como direito, me alimento certinho, mas eu não perco essa gordura em colote. É clássico. e incho, fico retida. Aí tem lipedema clássico, aquela sensação, ela fala, né? Sensação da que a perna tá pesada no final do dia. Hum. E tem esse lipedema. Então, muitas vezes a gente une protocolos. Olha, aqui é legal a gente tratar seu lipedema também. Isso aqui é porque a resistência insulínica tá alta. Então, às vezes a gente começa a emagrecer, já melhora até o próprio lipedema, só que como ele tem a parte hormonal, geralmente tem uma predominância citrogênica, aí a gente tem que entrar com outras coisas também para esse paciente. Então esse eh esse plano, né, eh de acompanhamento ajuda a metrificar o quanto meu paciente tá melhorando. Poxa, terminamos o protocolo do lipedema, elas amam, elas desincham, elas falam: “Meu Deus, tem uma paciente que ela falou, falou assim: “Doutora, eu nunca tinha visto o músculo da minha perna”. Então foi tão significativo e ela ela ela é muito agradecida assim, ela sem manda mensagem e agora eu tô num outro protocolo com ela para hipertrofia, mas ela falou, ela falou assim: “O que mais me impactou foi a minha perna parar de doer e eu voltar a ver o músculo na minha perna. Nem sei a última vez que eu vi”. Então é muito gostoso, é muito gratificante assim, Léo, é muito comemorativo. Cada semana dos meus pacientes lá. Tem um protocolo que você curte mais fazer, vamos dizer assim, eh, pelo resultado ou pela geralmente a reação do paciente de petrofia ou de emagrecimento? Meu, é, são, é porque como são objetivos um pouco diferentes, todos vão ficar satisfeitos. Assim, o resete metabólico é o do emagrecimento, né? Esse é o visível mais rápido, né? é um acompanhamento mais longo, mas o paciente ele vai vendo as mudanças, ele muda o estilo de vida e quando ele começa a ver que ele consegue manter um estilo de vida saudável, ele fala: “Caraca, doutora, eu tô muito feliz, eu tô conseguindo, olha, eu tô indo na academia de sábado, coisa que eu não faria nunca, ah, sair com a minha família, conseguir comer direitinho, sabe? Uhum. Então assim, o feedback deles é muito positivo. Sobre o reset, o que eu mais vejo, né, do emagrecimento, que eu mais é autoestima, Léo. Eles voltam felizes, eles chegam na consulta, na aplicação felizes. Nossa, doutora, eu tô com essa calça que não entrava em mim, eu tô muito feliz, eu tô não sei quê. Então é muito gratificante, eu não consigo nem assim, é é uma delícia. Uhum. Tem o Performance SEO, que é para, geralmente é mais para empresários, mas para quem quer performar melhor mesmo, tá? Com baixa energia, aquela fadiga crônica, precisa performar no trabalho, aquela paciente orcahrólica, então a gente precisa desenvolver algo para ele, para ele ter mais energia e tempo de qualidade. Então esse é o performance se aí eu trabalho com lipo que é do lipedema e o scupt que é pra hipertrofia que também dá um resultado muito legal. Muito legal. Perfeito. E pensando no emagrecimento em si, vamos falar sobre as canetinhas que estão muito na moda. Tem muita gente utilizando da maneira correta, né, no seu caso, mas tem muita gente utilizando da maneira errada, sem fazer um acompanhamento médico, sem fazer exame já tomando, porque fulano tem e aí ele consegue de um jeito mais barato aqui para mim. Queria que você passasse a sua visão sobre o que vem acontecendo aqui no Brasil. Olha, eh, é preocupante, é preocupante, né? Então, as pessoas hoje, na verdade, desde quando, né, tem pique, lira glutida, os anteriores, mas foi tão impactante assim, porque quando o Monjar chegou logo que ele veio pro Brasil, né, que veio como a tir batida Hum. Eh, bombou assim a o a, eu lembro a secretária, doutora era tanta pergunta, a doutora aplica Monjar, a doutora aplica Monjar, a doutora aplica Monjar. Eu nunca vou aplicar sem eu entender o que o paciente tem. Então eu nunca aceitei. Pode vir, a doutora vai fazer. Então sempre falo, a partir da minha consulta, avaliando o seu estilo de vida, a sua necessidade e a sua indicação, eu sou a primeira. Tem indicação, podemos utilizar. Então não é para todo mundo, né? Eh, então hoje ela é para diabetes, obesidade, pacientes que tenham sobrepeso com alguma comorbidade, seja pressão alta, seja uma resistência insulínica, seja um colesterol elevado, a síndrome metabólica, enfim, e virou febre. Então assim, Léo, as pessoas às vezes não tm indicação e quer tomar porque quer perder uma gordura pequenininha localizada ali. E muitas vezes não é a indicação. Mas o que mais me assusta é, eu já chegou para mim e inúmeras vezes, não foram poucas, pacientes que compraram nem sabe da onde uma de clínica de estética, a clínica de estética vendendo, teve uma que comprou de uma blogueira, uma blogueira chegava em Seringa. Assim, é uma loucura. Eu falo: “Meu Deus, como que você vai injetar algo no seu corpo que você não sabe a procedência?” Então assim, é é preocupante de verdade. E e eu lembro que uma delas chegou para mim até levou o medicamento, eu falei: “Olha, eu jogaria fora isso aqui. Eu jamais vou falar: “Aplica uma coisa que eu não sei a procedência da coisa, né?” Então as pessoas assim para emagrecer, emagrecer a gente tem que falar, não é a qualquer custo, a gente tem que pensar emagrecer com saúde, né? Até porque vai fazer o efeito sanfona. Se você toma uma medicação que ela é sacietógena, que ela vai realmente te deixar saciado, você vai comer menos, vai te dar esse déficit calórico, é óbvio que você vai emagrecer. grande problema quando você não tá dentro de um acompanhamento médico, você vai perder músculo. Então assim, tem casos de 40% de perda de massa magra e é muito importante. Eh, e isso, como eu já disse, vai cair muita taxa metabólica. Aí geralmente o paciente não tem uma reeducação alimentar completa, não desinflamou o corpo, pode ter um nível de compulsão alimentar, pode ter problemas de tireoide, pode ter algo a mais metabólico, problemas hormonais e não vai ser uma caneta que vai resolver a vida. Mascara, emagrece um pouco. Ah, tô bem. queda de cabelo, indisposição, fadiga crônica, hipovitaminoses, desnutrição mesmo ou subnutrido, porque muitas vezes não muda o hábito alimentar, só passa a comer menos. É isso que eu ia perguntar. Tem isso também, né? o e a pessoa toma a caneta, né, toda semana, certinho, vamos dizer assim, mas se não mudar o o que ela come, quanto que ela come, depois vai vai engordar tudo de novo, né? Vai, Léo, não vai ser saudável, né? Então assim, o que que ela tá se nutrindo? Então, vamos supor que realmente é um medicamento que você não tem fome. Uhum. Muitas vezes o paciente não lembra de comer. Eh, é tão interessante isso porque dentro do nosso protocolo, né, eu faço o planejamento alimentar e muita e eu explico pro paciente, você precisa, isso que eu estruturei, eu não aceito você não comer. Então, mesmo sem fome você precisa comer essas, pode ser que ele fique mais tempo, mas ele tem que atingir aquela quantidade que eu coloquei de macro, micronutrientes no dia. Sim. Eh, isso é muito importante, justamente para não perder aquela massa macra e para nutrir o corpo, né? Então, eh, a diferença é essa. Quando você não tem um acompanhamento, você pode comer qualquer coisa. Aí pensa, ficou um tempo, um tempão sem comer. Ah, vou comer um pedaço de pizza. Qual nutriente tem numa pizza? A não ser inflamar o corpo. Que que vai ter de saudável ali, né? Vou comer um lanche, vou comer um doce. Vai emagrecer, óbvio. Óbvio. Tá fazendo déficit calórico. Só que parou com a caneta, reguer o platô. O que que é o platô? paciente começa a emagrecer, chega uma hora que ele não emagrece mais. Por quê? Como ele fica longos períodos sem se alimentar, o que que o corpo entende, né? O corpo é muito inteligente. Poxa, esse paciente aqui eu preciso preservar a energia dele, ele não tá se alimentando. Ele diminui a taxa metabólica mais ainda. Então ele já tem uma a já perdeu massa magra, já diminuiu taxa metabólica. Aí ele aí o corpo tem toda essa inteligência de falar: “Poxa, eu preciso preservar energia”. Uhum. Aí ele não vai ter disposição para ir na academia, vai piorar ainda mais todo o quadro dele. Então fica algo meio que o paciente não sai daquele limbo. A hora que ele vê, poxa, eu já tô na dose máxima e não tô emagrecendo. E é real isso, tá? Eu pego realmente no consultório, poxa, doutor, ó, não tô emagrecendo, já tô na dose máxima. e não fez um plano, não estruturou uma alimentação, não fez, tem suplementação adequada e estratégica, mas é sempre algo personalizado e individualizado, porque cada paciente precisa de uma quantidade ou de um nutriente específico ou de algum medicamento ou então não existe algo engessado, não existe um protocolo que eu vou falar: “Olha, meu paciente tá dentro de um protocolo”. é o nome que a gente dá para falar assim, é um plano de acompanhamento para você emagrecer, que chama resete metabólico, mas para cada corpo é de um jeito que eu faço. Uhum. Né? É claro que assim, o protocolo é esse acompanhamento, o paciente geralmente vai semanal na clínica, o restante muda totalmente de um paciente para outro, certo? E aí, doutora, chegando na parte final aqui do nosso episódio, é, tenho certeza que ainda faltou bastante coisa, até convido para para fazer um novo podcast tod tô dentro. Vamos. E queria que você deixasse uma mensagem pro pessoal de casa que tem essa vontade de emagrecer, não sabe como e precisa, vamos dizer assim, de um start para de fato começar a cuidar mais do corpo. Bom, vamos lá, né? Emagrecer não é falta de força de vontade, é uma doença. Então, ela precisa realmente, primeira coisa, procure um profissional, é, que você confie, mas você precisa ter um um acompanhamento médico de verdade, precisa avaliar os motivos que você não emagrece, por que você não perde peso. Então, às vezes é muito além de uma compulsão alimentar ou às vezes não é compulsão alimentar, às vezes é o corpo dele mesmo, é o é é aquela taxa metabólica mais baixa diante de uma inflamação, diante de um estilo de vida ou problema em tireoide. Então, cada paciente não emagrece por uma causa. Então, não tem como eu falar algo generalizado, mas eu falaria: “Quero emagrecer, começa com um acompanhamento médico.” Segundo ponto, mudança de estilo de vida. Escolhas. Quem escolhe somos nós. Você escolhe. Eu falo, somos adultos e escolhemos. Você quer ter longevidade, qualidade de vida a longo prazo ou você quer viver o hoje apenas? É diferente, tá? Porque tem um mindful fun que eu amo, que é Viver hoje, mas aí é um outro, é um cenas para próximos capítulos, mas não é esse viver o hoje que eu tô falando, tá? Tô falando sem pensar no futuro em relação à qualidade de vida. A gente tem que pensar em construir músculo, a gente tem que pensar em ter atividade física como sendo parte da rotina, a gente tem que ter um plano alimentar estruturado, inteligente, para nutrir o nosso corpo. Então, sono de qualidade, um intestino que esteja funcionante. Quando a gente fala em emagrecimento, eu gosto muito de falar do biohacking, que é isso, é metrificar tudo o que o seu corpo precisa e devolver o máximo para ele. Dessa forma você emagrece saudável, de forma sustentável, performando bem e com muito mais qualidade. Perfeito. E pro pessoal de casa que chegou até aqui e quer saber mais sobre o seu trabalho, quer te conhecer mais, aonde você tem o seu consultório e quais são suas redes sociais? Eu vou deixar o @dakarinatabet. Eu atendo em São Paulo, no Itaim, vai ter o endereço lá certinho. E em Praia Grande também o endereço vai estar por lá. Legal. E o link também tá na descrição do seu Instagram pro pessoal poder te acompanhar. Exato. Exato. Show. Doutora, foi um prazer. Espero que você tenha gostado e espero que volte mais vezes também. Com certeza. Você que chegou até aqui, não se esqueça de se inscrever no canal, deixar seu like para não perder nenhum conteúdo que eu te espero no próximo episódio. Até mais. M.
