Quero que tu marque sim ou não paraas seguintes perguntas. Emagrecer é um projeto que custa caro. O café da manhã é uma refeição muito importante para mim. É importante comer pouco no jantar. Quando eu como proteína com salada, principalmente, eu emagreço mais rápido. Se eu quiser realmente perder gordura corporal, eu preciso malhar mais. A minha cabeça foi programada para relacionar emagrecimento com redução de calorias e redução de doce. Bom, mas antes de eu comentar essas questões, né, que tu marcou, sim ou não, quero te contar uma história. Há 13 anos atrás, eu atendi duas gurias da mesma idade, com a mesma altura, quase a mesma altura, e pesos muito parecidos. uma vinha, né, de um mundo, do mesmo mundo, mas um outro mundo com mais grana. Ela era diretora de RH de um, alguma coisa do RH, não me lembro mais se era diretora, mas algum cargo bem importante de uma empresa que eu trabalhava lá, eu atendia lá como nutricionista. E a outra guria era a minha manicure, que eu ia toda semana, ai que saudade que aqui no Canadá não tem de fazer a unha toda semana. Ai, coisa mais maravilhosa. E eu ia toda semana lá fazer a unha com ela. Eram duas pacientes que eu tinha ao mesmo tempo no consultório. A história das duas é o ponto chave para que essas respostas acima essas questões sejam conversadas e sejam repensadas. Porque lembra, a gente não é robô. A gente pode se reprogramar e se programar sempre. Basta a gente querer entender e olhar de um outro ângulo. A Roberta da empresa, ela tinha muita grana por merecimento. A guria trabalhava que nem uma condenada, sabe? Ela trabalhava muito, ela tava subindo na empresa e ela tinha a mesma idade que a Shirley, minha manicure. Que que aconteceu? A Roberta quando chegou para mim, ela falou assim: “Tina, olha só, eu tô tri bem de grana. Eu sei que eu posso comer bem, eu posso em bons restaurantes, eu posso dar tudo de mim. E eu tenho como minha pessoa que trabalha para mim é super ponta firme, então vamos, vamos lá que tá no meu momento, eu quero resolver isso rápido. Eu falei: “Bom, tá legal, entendi.” Na mesma semana eu atendi a Shirley, que tava num outro mundo paralelo e ela me falou: “Olha aqui, ó, eu eu vivo de cesta básica, que é a cesta básica que meu marido ganha. Então assim, não tenho como comprar esse monte de coisa”. Há 13 anos atrás, gente, vamos pontuar aqui, né? Não tinha esse monte de informação na timeline, né? Já tinha internet, lógico, né? Tr anos atrás já tinha muita coisa, mas não tanta coisa, né? Mas a Shirley sabia que ela deveria ter, ela achava, né? Que ela ia ter que comprar umas coisas mais caras. Eu falei: “Não, Chile, vou fazer o seguinte, deixa eu pensar aqui, mas entendi a tua colocação.” A Roberta tinha vindo vindo de várias dietas que naquela época, 13 anos atrás, estam começando das proteínas que, né, que tava começando, mas já tinha, né, já tava rolando. Ela vinha também no início dos orgânicos, que bo quem tinha dinheiro para comprar, quem tem, né, aliás, né, tá, sai na frente muitas vezes, né, quando o assunto é saúde. Então ela tinha como já a minha amada querida manicure vivia da cesta básica é a vida aí, né? Era isso. Bom, mas o que eu quero falar é o que que eu fiz em comum também pras duas, o que eu ofereci pras duas da mesma forma. Primeira coisa, receita. A Roberta venha muito, né, com a ideia assim, eh, tem que reduzir carboidrato final do dia porque eu sei que não pode, metabolismo baixo. É todo um conhecimento que ela tinha adquirido através de vários lugares e, né, e alguns tinham sentido, outros eu achava que tava exagerado, mas enfim, era uma coisa que ela me pedia muito para receitas com mais proteína de noite. E a Chirley tava assim, sem saber muito para onde correr, achando muito esquisito ela fazer uma dieta com cesta básica, emagrecer, comendo coisa cesta básica, sabe? não comprando nada diet, nada light. Então ela tava mais aberta e eu perguntei: “Qual é o horário? Que que tu tem um desejo, né? Adoro perguntar o desejo das pessoas.” E ela: “Ai, eu quero comer eh pão de noite, assim, arroz com feijão com meu filho, porque a hora que eu tô em casa, eu falei: “Tá beleza”. Então, uma, né, pedia, pedia muito para não ter carboidrato à noite. A outra pedia pelo amor de Deus, deixa o meu carboidrato à noite, que foi o que eu fiz, né? Pensei b as nutri vão me matar, né? Tudo aquilo que eu aprendi distribuir no mesmo na refeição, tudo igualzinho não vai rolar. Mas no dia dela eu fechava, então eu fiquei tranquila. Falei: “Não, mas o dia tá fechando”. Beleza. Em questão de exercício, a Roberta estava matriculada numa baita academia legal que a empresa pagava. Então ela tava comprometida aí duas a três vezes por semana fazer lá uma ou duas horas até, né? Nem sempre ela conseguia. Com o passado da semana a gente continua se encontrando, mas ela tava ali com aquilo garantido, né? E a Chiley falou: “Bô, não tenho nem como fazer exercício”. que eu perguntei para ela da possibilidade de exercício e aí eu falei assim: “Não, tudo bem, mas quanto tempo tu caminha até o ponto, né? Como é que é lá?” Ah, bom, até o ponto é meia hora. E eu falei: “Pô, tu vai pro ponto e volta, se é uma hora por dia, ela é mais ou menos isso que é o caminho.” Eu falei: “Então tá beleza, tudo bem, tá se movimentando, né?” Até porque a diferença entre exercício físico e atividade física é isso, né? Um, a gente vai lá e faz de forma sistemática, né? que é um exercício físico e a atividade física é tu te movimentar, é tu fazer as coisas mais a pé, tu usar mais as pernas do que a bunda para sentar, né? Então até aí tudo bem, tava tudo certo. A gente mexeu muito no modo de preparo das coisas da Chile para não fritar tanto as coisas, né? que ela contou um negócio que eu falei: “Bah, oxe, ele não dá”. E ela falou assim: “Ai, não sabe, Tina, meu arroz é muito solto, muito soltinho, porque a gente tava olhando lá a lista da cesta básica, imaginando como que a gente ia preparar as coisas, misturar, por exemplo, eh, banana, bater com leite, né, que eram coisas que ela recebia na cesta básica que ela podia comprar, várias coisas. Eu falei: “Tá, o Chile, como é que é teu arroz?” Ah, é branco? Eu falei: “Tá, tudo bem, não tem problema ser branco, mas como é que tu faz?” E lá primeiro eu refogo, frito. Eh, eu falei: “Ah, dá para botar menos óleo?” Ela: “Não dá, eu vou diminuir”. Mas eu acho então que eu vou ter que tirar o óleo do final, né? Eu falei que óleo do final. Ela não que no final, quando tá pronto o arroz para ficar soltinho, eu coloco meia xícara de óleo por cima, que é para ficar tudo solto. Eu falei: “Bah, não, pô, meia xícara de óleo só para ficar solto?” Aí tiramos esse óleo, né? E na casa da Roberta tudo era no vapor, no forno, beleza? Tava tudo certo, né? E tinha uma pessoa maravilhosa que cozinhava para ela, ela podia comprar, que bom, né? Coisas legais. E tinha uma questão ali que era a família não enjoar, porque ela tinha um filho pequeno, a sogra morava com ela e o sogro tava sempre lá, se não me engano, que eles moravam em outra cidade, toda hora estavam lá. E o marido tinha algumas coisas assim que hoje eu chamo de frescura, mas na época eram algumas requisições importantes e não repetia comida, né, de ser comida feita na hora. Então tinha toda essa demanda assim, um pouco mais de organizar um cardápio mais certinho na casa da Roberta do que na casa da Chile. A Chiley quando não tava trabalhando no final de semana, né, que ela trabalhava sábado, mas domingo, ela fazia uns bicos numa com uma comadre dela lá, que era quem olhava o filho dela com salgadinho de festa, bá, só coisa boa, né? coxinha, aquela bolinha de queijo, tudo aquilo. Então, a gente organizou que o final de semana dela ia ser um pouquinho mais livre e aí a semana dela eu ia apertar um pouco, ia deixar só eh um pão de noite, depois ela ia fazer a carne que eu dei a receita e comer com tomate, que ela falou que tudo bem, que ela comprava barato na feira da casa dela ali. Então, a gente organizou meio que a mesma coisa, né, para ela, porque ela queria ficar mais livre no final de semana e eu ensinei ela a compensar também. Já a Roberto tinha muito evento, tanto durante a semana na empresa de almoço, com cliente, com sei lá com quem, e final de semana ela e o marido gostavam muito de ir pro sítio, eles tinham convidar os amigos, então era sempre muito aquela comilança que vai o dia inteiro, né? E aí eu falava: “Ó, vamos organizar isso, né? Vamos distribuir melhor isso, tá? Assim, a comilança do final de semana distribuir, não ficar o dia inteiro comendo, né? Depois de dois meses, eh, a Roberta começou a desmarcar algumas consultas. A Chile nunca deixava de ir. Eh, eu eu realmente eu encontrava a Roberta mais no corredor assim, né, do do trabalho que eu ia só uma vez por semana lá atender. A Chila eu via eu via toda semana eh no meu consultório e também final de semana quando eu ia fazer a unha às vezes. E a Chila emagreceu 12 kg e a Roberta parou o tratamento. Agora, momento muito importante aqui é alinhar contigo que tá aqui prestando atenção no que eu tô falando, que eu não tô dizendo de forma nenhuma que quem se ferra na vida que dá certo, quem sofre é que aprende. Não tô desmerecendo quem conseguiu ter o privilégio de estar num lugar em destaque, tanto profissional quanto financeiro. O que eu tô dizendo é que o simples funciona. Que que é o simples? é a comida básica, né? Eu, por exemplo, não conheço nenhuma pessoa que enjoa de pão na chapa, mas eu conheço várias pessoas que enjoam de comer o mesmo almoço uma ou duas vezes por semana. Então, tem um limite ali entre a repetição extenuante, aquela coisa que [ __ ] não aguenta mais comer aquilo, e tem limite também por querer variar tudo e viver sempre num mundo de conto de fadas com a comida, tá? Isso é uma questão. E quando a gente fala em bolso, em dinheiro, é lógico que quem tem mais grana, mais educação, mais acesso, pode ter o conhecimento mais rápido. Claro que pode, só que não quer dizer que tem. E também não quer dizer que uma pessoa que não tem estudo ou que não tem, né, nem tempo para ficar entrando em sites em comprando livros, não possa entender o que é para ser feito. Uma vez eu ouvi uma frase, li, aliás, uma frase que dizia assim, aquilo me pegou muito, que quando o aluno está pronto, o professor aparece. Ah, eu acho que tem tudo ver. Professor, não precisa ser uma pessoa, pode ser um livro, pode ser uma frase que alguém falou, alguma coisa te dá um espalo. E é lógico que para Shirley fez sentido ela poder comer as coisas que ela gosta numa quantidade que alguém especialista, que era eu, tava dando para ela. Ela tava agradecida com a oportunidade de eu poder atender ela de graça. É lógico que eu atendia ela de graça. Então, ela aproveitou aquilo. Agora, não quer, eu não tô desmerecendo a Roberta porque ela tava numa fase de vida muito complicada. Aliás, as duas estavam numa fase do casamento muito complicadas. Até isso elas tinham em comum. E a Roberta não deu conta, né? Naquele momento não era para ela. Ou talvez ela não tivesse aberta para entender que o simples funcionava, que o que não era aquilo que a revista dizia ou que o artista ou que a vizinha tinha feito que ia servir para ela, né? Ela tava com, né, eh, ela tava com muita informação na cabeça, sem saber direito em quem acreditar. no que acreditar e o que fazer. Ali eu vi como nutricionista, como profissional, que quanto mais simples for o tratamento da pessoa, mais ela leva adiante. E quanto mais ela leva adiante, mais o resultado aparece. Porque é aquela aquela coisa, né, que mexe com grana, fala que, ah, tem que investir e deixar o dinheiro lá. Então, tu põe e deixa. Então, é a curva do crescimento com é o tempo e o crescimento, né? A curva é exatamente isso que comigo. Só que é falado que tudo que é rápido e dá resultado rápido é eficiente. Gente, eu acho que é o contrário. Mas e aí, né? Como que ficou lá 13 anos a Chile e a Roberta? A Roberta eu não encontrei muito mais porque ela mudou de lugar, de sede lá. Fiquei sabendo só que ela continuava na luta, né? Porque as pessoas que falam com nutricionistas já falam dando uma satisfação, dizendo como é que tão, né? O que que a fulana tá fazendo? E ela tava ainda na batalha, mas tava, né, com uma posição social muito legal e tentando melhorar sempre. já Chirley e não tinha emagrecido muito, a Roberto, pelo menos não comigo, né? Depois disso, não sei. E a Chile depois de um tempo eu me mudei de bairro, fui morar em outro bairro ainda em São Paulo e não fiz mais a mão com ela. E e depois de um tempo falou, vou lá ver a Shirley, né? Depois de uns meses, mais ou menos um ano depois eu fui lá e ela tava engordando de novo. Aí eu sentei ela meio com vergonha de mim, né? Marquei a hora com ela: “Ai, ai, tô com vergonha de ti. Ainda! também que tu não veio mais. Eh, eu falei: “Ah, me mudei, né, de bairro e tal”. E eu falei: “Chile, mas o que que aconteceu? O que que tu acha que aconteceu?” Aí ela disse: “Ai, é que depois que eu emagreci tudo que eu queria, que eu cobi nas minhas roupas, que que tava tudo bem, que eu entendi, né, que eu podia fazer arroz, feijão, carne, desde que eu não fritasse muito e se eu distribuísse mais o meu pão e meu arroz de noite, não comesse arroz e pão de manhã e no almoço, né? Todo tudo aquilo que a gente tinha feito juntas. Depois que eu emagreci, eu não sabia mais se era isso que era para fazer. E aí eu comecei a abrir mais opções e aí eu acabei perdendo a mão. Bah, sabe que ali eu pensei uma coisa? Ah, eu fiz errado. Eu trabalhei com ela, né, que foi quem continuou no consultório, né, a Roberta, infelizmente, saiu porque não tava num bom momento, sei lá. Eh, com a Chila, não trabalhei a manutenção. Eu falei: “Puta, mas é da minha parte que tava errado, porque eu também sempre conduzia até então, até essa esse episódio da T Roberta me abrir a cabeça, eu conduzia muito as coisas em função do emagrecimento, que eu acho que é o que a maioria dos profissionais, né, tanto médicos quanto nutricionistas conduzem. Então, assim, isso aqui é para emagrecer. Então, vamos achar a fórmula do teu emagrecimento coerente, né, daquilo que tu vai levar. Mas põe a manutenção, pá, aquilo ali me acabou o dia. Eu fiquei pensando, bá, mas que nutricionista que eu sou, que só ensina a pessoa emagrecer, ela vai ter esse mesmo problema o resto da vida tem que ensinar manter. E aí eu comecei a estudar a manutenção do peso, artigos que mostravam, infelizmente, que 80% das pessoas engordam de novo, que depois de 6 anos, quase todo mundo já recuperou aquele aquele peso que perdeu. E, putz, né? Aí eu aí eu comecei a investir em outros tipos de tratamento que eram muito mais voltados para essa percepção da manutenção junto com o emagrecimento do que só o emagrecimento.
