Nutrição integrativa na prática: como emagrecer, ganhar músculo e correr 21K | Dra. Aline Netto

Esse Excelente noite. Sejam todos bem-vindos ao nosso sexto episódio do Metanoia Podcast, o podcast de mudança de mente. Meu nome é Rômulo, eu sou psicoterapeuta e aqui ao meu lado eu tenho meu parceiro >> Rodrigo Costa, nutricionista esportivo. >> E hoje >> é aquele dia especial, né, da quarta-feira que a gente traz sempre um grande nome para est falando tanto sobre a saúde física como a saúde emocional. E de verdade, a gente tava aqui batendo um papo antes. Eu sei que toda vez que eu vou abrir o programa, eu falo que a gente tem, que eu não consegui decorar o currículo inteiro. E não é só porque eu tenho uma memória ruim, mas é porque a gente sempre traz pessoas com um gabarito que é de impressionar. Então, hoje a gente tá com uma pessoa aqui que ela é nutricionista, mestre pela ERG, palestrante, mentora, corredora e ouso dizer que ela tem influência porque eu tava acompanhando professora >> professora universitária. >> Que isso? >> Professora universitária >> de altíssimo nível, pô. >> Eu fiquei agora, eu acho que eu não botei porque eu fiquei nervoso, não é porque eu fiquei nervoso com professor. Tenho medo de professor, >> tá? >> Sendo um Mas ok. >> E aí, né? Eu tava lá acompanhando o Instagram dela essa semana e oro dizer que também é influência. A gente tá aqui hoje com a nossa mestre nutricionista que é para hipertrofia, perda de peso, saúde de alta performance. Dout. Aline Neto, seja muito bem-vinda. É um prazer imenso est recebendo você aqui essa noite. >> Boa noite, tudo bom? >> Prazer meu, né, tá fazendo parte aqui, né, desse dia tão especial. Um prazer, né, conhecer vocês hoje pessoalmente, né, que eu conhecia vocês somente pelo Instagram, pelas redes sociais. Foi uma recepção muito boa, né? A gente já trocou uma ideia aqui, então tô tentando ficar mais tranquila pra gente conversar melhor. >> Na verdade, ela tá tentando ficar mais tranquila. Eu entendo porque que a Dra. Aline está assustada, porque ela chegou aqui como uma primeira dama, assim, uma postura, uma realeza. E chegou eu e o Rodrigo aqui, dois ogro falando alto, à toa, falando. E a gente entende, né, o porquê do nervosismo. Mas fica tranquila, o episódio é seu, o podcast é seu. E Aline, a gente sempre começa o podcast com uma pergunta. A gente tem uma série de perguntas para fazer para você. Seu currículo é impressionante, mas a primeira pergunta para mim é uma das mais legais e das mais importantes que a gente faz aqui. Quem é Aline Neto aos olhos de Aline Neto? >> Nossa, que profundo, hein? respira, >> um momento de reflexão, né? É difícil de falar da gente mesmo, né? >> Bem, a Aline Neto, eh, antes de nutricionista, é uma mulher, né, que busca crescimento. Então, eu busco o crescimento. Ã, o Instagram hoje, as redes sociais é uma forma da gente tentar, né, evoluir, eh, profissionalmente e eu tento também evoluir como pessoa. Então, evoluir meu lado espiritual, evoluir meu lado é profissional, social, familiar. Então, a Aline Neto é uma pessoa que tenta buscar a evolução. Hoje >> você havia comentado com a gente que você teve uma história de vida com respeito a muitas mudanças. Essas mudanças foram somente mentais ou foram mudanças físicas também, Aline? >> É, foram mudanças mentais, comportamentais, físicas que consequentemente trouxeram as mudanças físicas, né? Então, apesar de nutricionista, eu tinha uma um embate pessoal que eu tava acima do peso alguns anos. atrás. Então, pra gente, né, Rodrigo, nós somos nutres, né, isso é super importante, né? Eh, não que isso defina o nosso conhecimento, muito pelo contrário, não que não quer não define, mas o nosso comportamento como profissional de saúde precisa estar um pouco mais alinhado com o que a gente passa pras pessoas. E aí eu sofri um pouco com isso, porque apesar de eu ter, né, ali pós-graduação, estar ali há muitos anos formada, muitas vezes eu não conseguia colocar em prática aquela alimentação saudável e a atividade física na minha rotina. >> Eh, eu sabia de todas a importância, mas muitas vezes ã tinha compensação alimentar, né? Então, depois de um dia inteiro de trabalho, eu ia lá e comprava um super sanduíche gigantesco de 30 cm e comia ele. >> Você tá quicando a bola na frente da área pro Rômulo marcar um golaço. Que não vamos falar de recompensa alimentar, que ele além de ser especialista nessa área, ele passou por isso também, por toda a sua infância e adolescência. É, é, >> é interessante porque >> ouviu, >> ele gosta muito disso. >> Eu comecei, eu tava comentando aqui com vocês antes que em 2009 eu entrei na na faculdade de nutrição, né? E aí, por conta de trabalho, de família, eu precisei largar a faculdade. Mas eu ia até te perguntar sobre isso, se tem alguma coisa a ver com a sua escolha, o fato de você ter tido algum problema com o peso antes, porque eu conheço muitos nutricionistas, inclusive a galera que entrou comigo na faculdade, a maioria das pessoas que buscam ou o esporte de fisiculturismo ou a nutrição são pessoas que elas tiveram um resultado, mudaram a vida delas através daquele resultado, ficaram apaixonados e quiseram passar isso pra frente. E dentro desse contexto que você falou, no meu caso era realmente compensação emocional, porque o trabalho que a gente faz alinhado aqui, Rodrigo, é a parte da dieta, ela é essencial, só que algumas vezes vem alguma coisa por trás, uma emoção, às vezes uma compensação pelo excesso de trabalho, às vezes uma carência emocional que foi gerada na infância, a gente tenta buscar esse carinho, essa emoção na comida. Então eu entendo muito bem que que você tá falando como empresário. Eu ainda passo com alguma algumas crises assim às vezes, mas é é essencial essa questão da mudança do comportamento e o exemplo que você dá através disso é essencial. >> Mas conta pra gente, a gente quer saber da mudança, Aline, você não falou, você falou que sofreu uma mudança. Você falou, você falou o milagre, mas não falou o nome do santo, mas não falou o milagre. É, o contrário. Falou o milagre, mas não falou o nome do santo. É isso. Conta pra gente o que te levou a gerar essa mudança. Que mudança foi essa? Se essa foi a mudança que fez você migrar para área da nutrição ou você já estava na área da nutrição e ela fez com que você tivesse esse start. Fala um pouco mais sobre essa mudança pra gente. >> Então, na minha vida, antes mesmo de eu fazer a faculdade de nutrição, eu sempre fui ou muito magra ou eu tava muito acima do peso. Então, assim, eu nunca tive um diagnóstico do porquê, né? Mas provavelmente deve ter alguma uma história, né, emocional por trás disso. E aí ã, quando eu entrei na faculdade de nutrição, estava bem magra, inclusive tava bem abaixo do peso, né? E durante a faculdade eu treinava, mas meu pré-treino era besteira. Enfim, me formei e aí desde então comecei a ganhar peso pelo estilo de vida, falta de atividade física, eh comia, né, de forma errada. E com o tempo a gente começa, né, a evoluir como profissional. Então, além de trabalhar no hospital, eu comecei a atender. E aí quando eu comecei a atender, que eu comecei a ter um baque muito maior com relação a isso. De fato, nenhum paciente me chegou a falar comigo sobre nada, mas eu já me senti insatisfeita comigo e começaram as pessoas mais próximas a comentar: “Como você, nutricionista pode ficar acima do peso? você tem que ter cuidado que você tá engordando. Então eu comecei, aquilo começou a mexer muito comigo e quando eh isso acontecia isso acabava colocando em questão também o meu poder, né? Exatamente. Meu conhecimento, >> autoridade, né, Rom? >> Entendeu? Não era só uma questão de de beleza, né? Que tava em jogo, de você estar cabendo numa roupa ou de você estar bonita numa roupa. Era o seu poder de saber o que você estava fazendo. Você fala para uma pessoa, pro seu paciente que ele tem que fazer, mas você não faz. Hum. Quebra sua autoridade, né? É, isso me mago muito, isso me deixava muito frustrada e isso acabava me desanimando até de ir para os o consultório atender. >> Nossa. >> É, isso chegou chegou a me deixar eh frustrada com relação à profissão, né? E aí eu tentava assim, olha, a partir de hoje eu vou tentar fazer uma dieta, né? Vou fazer minha dieta, vou deixar de comer besteiras, mas a gente sabe que muitas vezes não é só fazer um ter um plano muito lindo, né? Nós sabemos disso, precisamos entender o que tá por trás daquele comportamento. >> Perfeito. >> E sem mesmo procurar psicólogo ou terapia, que eu sei que eu ainda hoje necessito, mas por outros motivos, talvez até para entender melhor tudo isso, eh eu coloquei na minha cabeça que eu teria que mudar minha minha rotina, fazer uma rotina diferente. Isso já depois de bastante tempo. Vou colocar aí mais ou menos uns 4, c anos atrás. Eu conheci meu esposo, nós começamos a namorar e aí gordamos ainda mais juntos. >> Normal. >> E aí ele também, ele tava nesse processo de de perda de peso, ele já tinha perdido peso e aí ele acabou ganhando peso nesse processo. Então esse esse foi um momento de maior frustração para mim, né, que a gente tava acima do peso, aí a gente falou assim: “Não, vamos mudar”. Ele começou a fazer bike, então ele era ciclista, ele, né? ele ele tem grupo, né, de ciclismo, então ele é bem focado com relação a isso. E aí eu coloquei na minha cabeça que eu teria que treinar e isso teria que fazer parte da minha rotina, né? E aí comecei a treinar na na academia do prédio mesmo. Isso facilitou muito, né, a minha vida, porque não tinha muitos impeditivos. E aí comecei a fazer uma uma alimentação mais saudável e aí associou os dois. E aí com isso, né, que não só isso, mas eu comecei a também colocar mais em prática o meu lado espiritual. Eu acho que isso também me ajudou muito, né? Eu acho que é uma, tentei me conectar melhor, né, com comigo, com a minha rotina. Então, comecei a entender que tinha tem tinha que ter momentos para mim, né, meu meu emocional, ã, meu espiritual. E isso começou a funcionar, né? Claro que são 4 anos, né? Então eu emagreci por volta de 25 kg. Ia chegar. Tu também tava curioso, não tava? Eu não tava querendo ser nada no Instagram dela. É, não tem. É isso aí. Não temos passado não. Talvez se você for bem lá atrás a alguma coisa. Tudo bem que a minha foto de obeso que eu tinha eu tinha 19, eu tinha 16 anos. Eu não tenho uma foto da época que eu tava curioso, não ia ser indelicado em perguntar, mas nossa, foi uma mudança bem substancial. >> É, eu tinha 85 kg, hoje eu tenho 63, 63. Claro que isso não quer dizer muita coisa, né? Porque da composição corporal, mas esteticamente você tá tá bem bacana. Mas aí hoje ainda tem outros objetivos, né, físicos e enfim, né, e profissionais também. Mas ainda, claro, isso ainda ainda hoje a alimentação acho que a gente precisa vigiar para sempre, né? Uma vez a gente acima do peso, a gente precisa ter se manter vigilante, porque realmente a gente se pega muitas vezes compensão. No seu script aqui sobre esse lifestyle que hoje você vive, né? É, >> é >> a questão do comportamento. Quando você trouxe aqui uma questão de, ah, o o nutricionista não quer dizer que pelo fato de estar acima do peso, ele seja um mau profissional, >> mas vamos falar de performance tanto no trabalho >> quanto na sua vida pessoal, suas atividades físicas. Você acha que o fato de você ter eh perdido o peso e ter se entendido melhor, isso alterou o seu resultado na performance de trabalho, performance familiar, performance emocional e espiritual, você acha que foi importante eh essa performance por conta do peso? >> Sim, acho que foi. Claro que não é só o a questão do peso em si, né? Claro que a gente se sente melhor, principalmente mulher, né? Se sente melhor, se ver bem, né? no espelho, se sentir bem. Mas isso na na profissão acabou me deixando muito mais segura, >> confiante. >> Confiante. Exatamente. E também eu acho que ter uma rotina, começar a ter mais doutrina, isso me deixou também melhor na parte profissional. Eu acho que faltava um pouco dessa rotina de você ter um compromisso consigo mesmo para você conseguir colocar as coisas em prática na rotina também, na sua vida, no profissional. Então, muitas vezes eu começava um curso, não terminava o curso, deixava o curso de lado e aí hoje eu acabo me cobrando um pouquinho até demais, né? Falou assim, não, eu tenho que finalizar isso, eu me comprometi, eu tenho que ir lá, eu tenho que fazer. >> E inclusive em relação a isso, eu sempre fui muito segura, né? Isso é uma um um ponto fraco, né? Então, tenho medo de me colocar às vezes e eu não me permito ficar na minha zona de conforto. >> Eu falei assim, não, se eu tenho uma palestra para dar, eu vou lá e vou dar essa palestra, né? Por mais que eu tenha medo de ir lá e e fique com vergonha, me sinto um pouco ali insegura, não, eu vou e vou me não vou me permitir ficar naquela zona de conforto. Eu vou me colocar em situações nas nas quais possa me fazer evoluir como pessoa, como profissional e evoluir minha fala, minha comunicação, né? E isso tem sido melhor para mim, tem me colocado em locais, né, que antes eu não estaria se eu tivesse continuado naquela zona de conforto anterior. >> A, pra gente mudar um pouquinho desse assunto estético, mas acredito até que o Rômulo também tenha ficado um pouco com essa curiosidade, porque você falou de uma mudança de padrão estético, mas ele foi o stopim, foi a foi o o disparo para que outras áreas da sua vida se alinhassem >> e você caminhasse em conjunto com todas elas. Mas era autoestima com relação à sua autoimagem ou as outras áreas elas não estavam em conjunto? O que que foi o gatilho? O comportamento? O que que foi o gatilho? Foi a sua autoimagem ou foi que as outras áreas estavam muito enroladas e geraram essa >> esse excesso de peso, essa frustração? >> Eu acho que foi um pouco de tudo, mas eu acho que a autoimagem era uma coisa que eu me incomodava bastante. >> Melhorando ela, você conseguiu alinhar todas as outras áreas. Isso ajudou bastante. Ajudou quando eu vi que eu conseguia, né? Eu acho que era um pouco do eu consigo colocar em prática aquilo que eu sei. Eu acho que era um pouco disso, né? Demais isso, né? Você acha que antes tinha um pouco do que hoje é chamado de síndrome do impostor? >> Sim, muito, muito. Eu eu já escutei falar sobre isso e eu quando eu escutei falar sobre isso, eu falei assim: “Eu acho que isso se encaixa um pouco, sabe? Porque de fato quando eu começou a mudar eu comecei a me sentir mais confiante com relação a outras coisas, inclusive a me comunicar. Se você vai ali de repente nas minhas redes sociais alguns anos atrás, eu quase não fazia nenhum vídeo, né? Eu talvez também pela pelo falar, né? Eu tinha muito mais dificuldade em falar e me expressar. E eu acho que eu também tinha um pouco de vergonha de aparecer, né? Acho que é um pouco dos das duas das duas questões e hoje eu tento me colocar muito mais, mostrar quem é Aline Neto, falar um pouco, né, do que eu faço, de quem eu sou e aí o esporte veio também como algo que eu comecei a gostar, né, a corrida, que o Rodrigo também gosta muito, né, >> vamos também adora. >> Esse esse aqui no final de semana me fez caminhar 4 km à toa e eu já tô puto até agora. Quatro é pouco. Poxa, quatro é pouco. Mas fala um pouquinho sobre a corrida pra gente. >> Olha, a corrida eu comecei a fazer a corrida quando eu come alguns anos atrás, antes mesmo dessa mudança, eu tava na academia tentando, né, uma das seas tentativas de modificação, >> musculação ou crossfit? Vamos adora crossfit. >> Musculação. É musculação mesmo. E eu compartilhava a academia com a minha amiga, né? A gente ia junto e a gente começou a fazer esteira. E aí começou a evoluir na esteira. Eu falei assim: “Ah, que legal, a gente tá conseguindo correr na esteira, vamos nos nos inscrever numa corrida.” E a gente se inscreveu numa corrida e corrida de rua mesmo, né? E aí a gente foi nessa corrida e eu consegui completar os 5 km sem parar. Foi num tempo, não foi num tempo maravilhoso, mas para mim aquilo ali foi sensacional, né? Foi 40 minutos correndo e eu consegui completar os 5 km. A partir daí eu falei assim: “Gente, que maravilha. Eu entendi que eu gosto de metas, que eu gosto de >> Você, olha, Alin, você tá correndo um sério perigo. Você tá toda hora jogando a bola, quicando assim na frente do mómulo. Aí, sabe o que que vai acontecer? A gente não vai mais conseguir falar nada nesse programa. >> Ó, aqui, ó. Ele tá aqui seando. >> Você já comentou, já falou três vezes sobre essa questão do autodesafio. Ele até contou quantas vezes táalizando. >> É meu trabalho, eu anoto tudo. Já tá tudo anotado. Depois eu passo. Eh, dentro dessa questão do você gostar de desafiar, por exemplo, você fez o comentário de mesmo eu com medo, eu vou lá e faço >> Uhum. ou eu gosto de metas, eu consegui, eu consegui, inclusive eu queria dar um parabéns. Eu acho que deveria dar um prêmio Nobel pro cara que conseguiu cobrar para correr na rua, >> porque esse cara é um gênio, mano. O cara que cobra para vocês correr na rua é um gênio. Eu acabei de arrumar um banha. Que isso, cara? >> Acabei de arrumar uma treta para mim no meu Instagram. >> Você que paga para correr na rua. Parabéns. >> Eh, >> e dentro dessa questão da performance, da alta performance, que a gente tava conversando mais cedo e de e das metas, eu tenho, se eu não me engano, foi a a Aristóteles que fala que a excelência é um hábito e não um ato. Quando a gente vai falar de autformance para você, você considera como um estilo de vida ou é alguma coisa que você vai lá, bate uma meta e ponto? >> Olha, pensando em saúde, né? Outra performance também cobra muito, né, do do corpo. Então, às vezes é aquilo, você bate uma meta e de repente você reduz depois. Mas, por exemplo, na corrida eu tenho uma vontade de bater pelo menos 21 km, pelo menos uma vez na vida, né? uma vez na vida, mas eu sei que isso não é uma coisa que a gente pode fazer sempre, né? Que isso tem um preço a longo prazo. >> É disso que eu queria perguntar, porque todo eh esporte de alta performance, ele cobra um preço, não tem nenhum esporte de alta performance que ele é 100% saudável. >> Sim. E dentro do da Aline nutricionista e a Aline corredora, como que você fez para conciliar isso para não te atrapalhar, por exemplo, num cansaço nos seus dias de atendimento, nos seus dias de estudo, de aulas? Como que você consegue conciliar essa vida de alta performance? >> É, é, a gente assim é complicado realmente, né? Tanto que às vezes eu nem consigo conciliar numa rotina no meio de um semestre, por exemplo, onde eu tô em meio dos atendimentos e também tô ali com os alunos na rotina, né? Então, às vezes eu fico com aluno de 8 da manhã até 8 da noite, então não tem como correr nesse dia. É impossível. Se eu conseguir pra academia fazer 30 minutos, 40 minutos, eu já consegui muito, né, naquele dia. Então assim, muitas vezes a corrida acaba ficando um pouquinho em segundo plano. Então por isso que o 21 km eu preciso me planejar, né, por exemplo. Mas eu tenho essa vontade e eu entendo que vai ser um determinado momento no qual eu vou estar com uma vida um pouquinho mais tranquila. no meio de um semestre, por exemplo, vai ser pouco provável conseguir treinar e dar esse o meu melhor ali, né, para conseguir fazer atingir essa minha meta, né? Mas é realmente é é complicado. A atividade física numa rotina, a gente precisa entender que ela vai ter que fazer parte, né? Mas a corrida em si é uma coisa que >> você entende então que é necessário periodizações de acordo com o dado momento do do seu trabalho, da sua rotina em si. E nessas periodizações, fala um pouco para nós sobre nutrição, suplementação, o que usar, o que não usar, um dado período. O que que você faria se eu, Rodrigo, hoje me fosse consultar com você? O que você faria? O que você faria para melhorar minha performance dentro da corrida? Ganhei uma consulta grátis. >> Olha quem fala, como se precisasse. >> Você, você também faz nutrição geriátrica? Ganhei uma consulta aqui. Deixa ela falar que eu ganhei uma consulta aqui, cara. >> Olha, então depende muito, né, para quem tá iniciando o básico que funciona, né? Uma boa hidratação, né? Uma um bom pré-treino. Não, o pré-treino muitas vezes não precisa ser necessariamente antes do treino ali em cima, né, da do da corrida, mas aquele acúmulo ali de carboidrato, nível muscular, né, de glicogênio para ter essa energia e conseguir, né, eh realizar a corrida de uma forma adequada. Eh, e a boa hidratação, tanto antes quanto durante, quanto depois, né, usando ali isotônicos, né, para poder ajudar nessa hidratação. Agora, de alta performance, a gente já pode trabalhar outras, né, suplementações, né, e que coisa, por exemplo, tem gente que começa a correr 5 km e acha que já precisa tomar gel, que >> é muita coisa 5 km, né? É, é, já é bastante. Se a gente for pensar de repente a população geral, as pessoas que correm mesmo e que conseguem fazer 5 km são, né, todo mundo que consegue fazer esse tipo de corrida. Mas talvez essa essa corrida não precise de gel de carboidrato, por exemplo, durante esse treino. Então, treinos bem mais extenuantes e longos, né, que vai precisar de repente uma reposição e aí precisa ser avaliado, né, durante eh o treinamento dessa pessoa. Mas assim, o básico mesmo é uma boa hidratação e um bom pré-treino. E um pré-treino às vezes ali até no jantar do dia anterior para que >> bacana >> acúmulo de cologênio, né? >> Isso aí. Antes de eu fazer a pergunta que eu preparei aqui, eu queria levantar dois pontos. Primeiro, você que tá assistindo a gente ao vivo, já se inscreve no canal, porque o que ela trouxe na última resposta é uma coisa que eu sou fã de pessoas assim igual você, que é a verdade por trás do Instagram. Eh, você não precisa tá dando 100% de tudo na em todas as áreas do tempo inteiro. Então, como ela muito bem comentou, na hora que ela tá sendo muito exigente consigo mesmo como professora, ela dá uma reduzida no na performance da corrida. Ninguém aqui tá tá vendendo uma vida que o Rodrigo é um titã, ele acorda 3 horas da manhã e dorme 1 hora. Então vem de ser muita mentira hoje na rede social e a gente tá vendo aqui pessoas de verdade e nossa proposta no canal é realmente esse, trazer pessoas de excelência com a verdade por trás para que você possa buscar a sua melhor eh versão de excelência. Então já se inscreve no canal, a gente vai ter vários cortes da Dra. Aline depois e eh hoje, né, Rodrigo? Tenho que fazer antes da janta, eu tenho que fazer o André te mandar o programa. Não, >> já tá, >> né, André? Ele, ele se o André mandar o programa. >> Ah, tá ao vivo. Então, melhor ainda cobrar o André. Se André mandar o programa, >> quando eu chegam tá ali falando, a Tamires é quem organiza tudo, entendeu? Ele tá falando que tá ao vivo da câmera. Tá lindo, >> tá maneiro. Ficou legal. E o áudio ficou bacana? Instagram. >> E mas o áudio tá bacana? >> Perfeito. Impecável. É isso. Isso. Pela câmera dela. Você que tá assistindo pelo Instagram já clica no link. >> O próximo convidado vai ser o André aqui na mesa. >> Você que tá assistindo pelo Instagram, já vai lá no YouTube e se inscreve pra gente alcançar mais pessoas e trazer essa mensagem. E você que tá no YouTube, vai lá no Instagram e segue a gente no canal Metanoia Podcast. Eh, e dentro dessa dessa questão que eu trouxe das pessoas que vendem uma ilusão de que você pode ser a Mulher Maravilha ou você pode ser o Homem de Ferro, todo mundo hoje no Instagram é rico, corre 30 km, trabalha enquanto os outros dormem e a gente entende que não é assim na vida real para se tornar uma pessoa de excelência igual você é, uma pessoa de alta performance igual você é, para se tornar um profissional gabaritado igual o Rodrigo é, você não precisa ser essa farça do Instagram. E dentro dessa farça que as pessoas vendem, como que a gente faz para entender a nossa individualidade, né, tanto nutricional quanto essa sua divisão, né, de de profissional que você tem. E essas comparações que vem, como que eu posso fazer para entender a minha individualidade e performar numa vida de alta performance? Hoje >> é, a gente não pode se comparar, né? Acaba, às vezes acaba se comparando, né? Por exemplo, tem muita blogueira, muito pessoal que faz aquelas corridas, acorda 4:30 da manhã, né? Tinha, temos uma uma uma eh blogueira até bem famosa aqui pouco tempo atrás, tava até fazendo medicina junto, né? Corria qu da manhã, se arrumava, ia pra faculdade e a gente ficava assim, gente, como é que pode? >> Como consegue? medicina é uma uma faculdade que precisa de de entrega total, né, integral durante o dia, mas aí até mesmo ela teve que fazer escolhas. Então essa é a realidade, a gente precisa fazer escolhas. Então se a gente quer uma uma meta ali, por exemplo, na corrida, talvez você tenha que diminuir alguma coisa na sua vida e vice-versa. Às vezes é legal a gente tentar equilibrar as áreas, mas se a gente dá muito numa área, talvez na outra vai ficar defasado, né? Então é esse equilíbrio que eu tento buscar, então tentar equilibrar todas as áreas da minha vida. Claro que às vezes alguma tá mais para baixinha, a gente vai lá e dá um up nela, vai lá, corre atrás para tentar, >> não deixa o prato cair, né? Continua. >> Exatamente. Tenta ali dar aquele aquela equilibrada ali. Que eu acho que essa é a realidade de todo mundo, né? a gente tentar fazer esse equilíbrio ali dos pratos no dia a dia >> e conjuga isso com seus pacientes. Você consegue passar essa sua experiência de vida para eles de uma forma não só a incentivá-los, mas também naquele planejamento alimentar, naquele planejamento da rotina. Você se colocar como um exemplo de quem eu consigo, eu posso, você também pode. Você é empática a esse ponto? >> Sim, sim. Eu tento me colocar muito no lugar da pessoa, porque eu acho que quem já esteve acima do peso, acho que consegue entender até mais, né, a toda a situação. Eh, e aí dependendo do ponto que a gente começa ali com aquele paciente, eu vou entender se a gente precisa ser mais flexível, se a gente pode ser um pouquinho, né, evoluir um pouco mais naquela naquela alimentação. Muito paciente chega comendo muito mal. Então não adianta a gente sair cortando às vezes tudo de uma vez. A gente vai fazendo negociações ali, a gente vai ajustando. Então aquela aquele refrigerante normal com uma coxinha que era o café da manhã, se eu colocar um pão com ovo com café com leite, eu já mudei a vida dele. Então eu não preciso sair portando glúten lactose, como muita gente faz, né? É. Não, não vai comer mais pão, não vai comer só ovos, ovos mexidos ou a protein. Então eu tenho que entender a realidade daquela pessoa para mim conseguir fazer com que ela vá subindo ali, né? Os degra os degraus. >> Sabe por essa pergunta, Aline? ent confonto entre Alista e Alineess. Eu também sou professor e eu sempre comento isso nos programas. A gente quanto professor tenta simplificar o máximo possível pro nosso interlocutor e chega no momento em que a gente >> de fato deve simplificar, a gente quer complicar com termos técnicos, com dinâmicas e termologias que são muito de de um eixo acadêmico. Então você consegue ter essa divisão, uma Aline que dentro da faculdade tem uma percepção e uma entende a necessidade de usar a parte mais técnica, mas que no consultório a simplicidade é o que vai trazer essa ligação, é o que vai dar liga entre você e o paciente. >> Sim, sim. Eh, eh, inclusive no estágio, né, no cenário de estágio com os alunos, eu tento já passar isso para ele. Uma coisa é o que a gente vai colocar no prontuário, que vai colocar ali técnico >> e outra coisa é o que a gente vai falar com o paciente. Então, já trabalho isso inclusive com os alunos. Então a gente tem que trabalhar ali com a pessoa, termos que pra gente na nossa rotina às vezes é tão banal, é tão, né? É normal a gente falar aquilo que às vezes a gente acha que todo mundo sabe. Exemplo, constipação. >> Pô, >> constipação muitas vezes todo mundo acha que, ah, não, todo mundo sabe, mas aí, por exemplo, os nossos pacientes ali que a gente tá atendendo, dependendo do >> motilação intestinal, tu fala isso, camarada fica olhando aqui, faz cocô, não é >> cocô. Mas é, às vezes eu falo: “Não, a palavra mesmo, a senhora faz cocô, né? Consegue fazer, né?” Às vezes até evacuar as pessoas ficam o quê? >> É constipação. Eu tive a vida inteira e fui entender com 25, pô. Ou termologia, prisão de ventre, pô, não ia no banheiro. É isso. >> Então, a gente tenta passar isso pros alunos, né? A gente tem uma ficha ali onde tem os termos técnicos, eles têm que ler o termo técnico já traduzindo, né, pro paciente para poder ter essa facilidade de sua própria mentoria. você deve ter um pouco desse embate, né? Porque você precisa demonstrar esse conhecimento, mas demonstrar o conhecimento não é com palavra técnica, né? É mostrando na prática a aplicabilidade dessa parte acadêmica que você entende, >> até mesmo na rede social, por exemplo, se a gente faz um vídeo, não adianta eu quer vir falar de mitocôndrias, né? o que que acontece, se a pessoa não sabe o que é uma mitocôndria, eu preciso trazer esse vídeo de uma forma bem fácil para quem tá me escutando. Então, se o meu foco no vídeo é atingir meus pacientes, futuro clientes, eu tenho que facilitar essa vida deles, né? Examente. Agora, se meu foco é atrair mentorados, nutricionistas, aí de repente meu foco pode ser outro. Eu posso usar umas outras terminologias na nutrição. Então, depende para quem eu tô falando, né? Isso que a gente tem que saber dividir. >> E para quem você gosta de falar mais, pros teus clientes ou para teus mentorados? >> Pros dois, sabia? Eu gosto muito pros pacientes, mas pros alunos também eu gosto muito de mentorar, de falar, passar informação. Eu gosto bastante também falar um pouco sobre a prática da nutrição. >> Você só perdeu pra Jorgiane. >> É, não é? A Jorgiane foi a a a número um em gostei, amei. Você perdeu um pouquinho para ela, mas você tá do mesmo nível. Teus alunos curtem muito o teu trabalho, tá? Curtem bastante bastante. >> Eh, continuando nesse ganchozinho aqui, eh, nas tuas redes sociais você mostra essa vida bem bacana, essa coisa do dessa rotina, seja ela de uma novelinha. >> Uhum. >> Hoje a gente consegue, né, Rômulo, acompanhar uma novela olhando o Instagram dela, muita, muito. E você consegue atingir esses dois grupos. Você gostar de falar é uma coisa, mas atingir é outra. você consegue, além de gostar atingir os dois grupos, seja o grupo que necessita de uma linguagem mais acadêmica e seja daquele que necessita de algo mais mastigadinho, mais triturado para que ele possa absorver. Eu tento usar uma uma linguagem mais básica na no meu no meu Instagram, na minha rede social, até porque o meu foco maior ali na minha rede social é atingir pacientes, clientes, mas ao mesmo tempo, por ser professora, tem muitos meus alunos, tem alunos que nem me que eu não conheço, mas que acabam me seguindo da própria universidade e tem outros alunos que acabam vendo ou de indicação e acabam me seguindo. Mas eu acredito que eu utilizando uma uma linguagem um pouco menos complexa, eu consigo atingir os alunos também, porque os alunos às vezes eles também eles querem entender de uma forma mais simplificada >> e até ver que eles vão precisar ser assim, né, que eles que tem tem um resultado, porque no final das contas eles aprenderam o termo técnico porque necessita da das avaliações, mas no final o que eles vão usar é o que você tá usando na sua rede social. Exatamente. No mestrado, por exemplo, a gente teve uma matéria no qual a gente tinha a missão de tentar escrever e explicar para alguém da nossa família o estudo que a gente estava fazendo. >> Nossa, interessante, né? >> É, e é algo complexo porque como, por exemplo, eu estava estudando sobre a relação da epicidina com anemia, só que era em crianças menores de 5 anos e eu tinha que explicar para alguém o que que era uma epicidina relação da absorção de ferro a nível intestinal, reciclagem de ferro. como é que eu vou fazer isso explicando pro meu marido? Eu falei assim: “Meu Deus, como é que eu vou explicar isso?” E aí eu tentei explicar, né? Isso era um, isso era um trabalho, porque é algo muito mais complexo. Então, eh, eu acho que é pra gente trabalhar mesmo. Acho que se a universidade estava trazendo isso, é porque ele, a gente quer a ciência atinge as pessoas, né? Que a gente consiga explicar a saúde às vezes de uma forma facilitada para as pessoas também. acaba deindo. >> Hoje eu vejo que a rede social ela é um perigo. Eh, muitas muitas pessoas conseguem acessar informações essenciais através de de rede social de pessoas como você que se dedicam, que trazem uma verdade, mas também chegou o momento da rede social virar terra de ninguém. Então, ganha quem é mais visto e não quem sabe mais. ganha quem mais quem é mais visto, quem fala com mais convicção e não quem traz a maior verdade. E essa proposta que a universidade trouxe de trazer uma verdade, uma ciência de uma maneira simples, eh, eu acho que falta para muita gente que poderia tá abafando a voz dessas pessoas que trazem desinformação, que vendem uma um eh uma falsa uma falsa ciência para isso. E dentro desse contexto, você fazendo o trabalho que você faz na sua rede social, para onde que você se enxerga daqui a 5 anos? Mais como professora, mais como mentora, mais no na sua clínica? Como que você se vê a área que você quer performar mais como em alta performance ou em tudo junto? Olha um pouco de tudo, mas eu quero muito mais direcionar o meu caminho, né, como profissional nos atendimentos. Então é um é um local que eu quero melhorar cada vez mais e aumentar o meu tempo, né, disponível para isso. E quanto a aula, né, eu pretendo me manter ali como palestrante e mentora. Então é isso que eu quero mais para frente. Eu quero também ter mais qualidade de tempo, que hoje a gente acaba, quando a gente tá na faculdade, a gente sabe que a gente fica muito preso ao tempo, né, da universidade. Isso é muito bom. Claro, a gente tá ali, ã, trabalhando, eh, compartilhando conhecimento com os alunos, mas a gente, eu quero evoluir e ter mais tempo disponível, ã, para mim, pra minha vida pessoal também. E eu acho que me dirigindo para essa área, eu acho que eu vou conseguir ter mais tempo disponível. >> Você reparou uma coisa, Rom? Todos os convidados que apareceram aqui no programa, eles todos são bem-sucedidos academicamente, profissionalmente, tem uma boa estrutura familiar, emocional, todos, mas todos eles priorizam ou pretendem priorizar o tempo no futuro. >> Sim. Reparou isso? Você como terapeuta, cara, fala um pouquinho pra gente sobre isso. Agora vou ganhar uma consulta de terapia, tá? >> Sobre a priorização do tempo. >> Isso >> ela também quer saber porque ela também tá curiosa. >> Eh, no final das contas é a única coisa que a gente tem, né? A gente não tem mais o passado e nunca vai ter o futuro. Isso é uma certeza que a gente tem, que a única coisa que a gente tem é o agora. E a incerteza do amanhã é é uma das maiores dúvidas que paira sobre a filosofia e sobre o ser humano. O ser humano, ele sempre vai buscar um sentido na sua existência, só que a única coisa que a gente tem é o hoje. Isso e eu como empresário também, uma das minhas maiores preocupações é, será que daqui a 10 anos eu vou estar com a disposição de fazer isso que eu tenho? Eu vou ter a saúde emocional de fazer isso que eu tenho? Então, quando eu perguntei para ela justamente onde ela se vê daqui a 5 anos, qual é a área que ela gosta mais, que ela tem o maior carinho para se dedicar, é justamente sobre essa qualidade do tempo, de onde eu vou botar o meu coração. Isso é uma coisa que me pega muito hoje. Eu te devolvo essa pergunta. Se você se fosse hoje, você deitasse hoje e não acordasse amanhã, você viveu uma vida que você gostaria de ter vivido? >> Em parte? Sim. Não, eu te conheço. Eu sei que sim. Você >> em parte sim. Algumas arestas faltam ser aparadas ali, mas em parte sim. >> Mas você viveu uma boa vida. E eu pergunto pra convidada agora, se hoje você tivesse que partir dessa, >> você estaria feliz com o legado que a Aline tá deixando tanto pros seus alunos, pros seus mentorados, pros seus pacientes, pra sua família? Seria um você você iria satisfeita? como eh o Rodrigo falou também em parte, porque eu ainda quero me desenvolver mais da minha área familiar, então, por exemplo, eu quero ter filhos e aí ainda não aconteceu. A gente tava até conversando um pouco sobre isso, né, um pouquinho antes, né? >> É, >> é, >> e é uma coisa que acho que para todo mundo, mas pra mulher fica assim, ó, será que é hora? Tô tô num momento profissional tão assim que, né, tanta correria? Será que é o momento? Vamos esperar mais um pouquinho. Ano que vem, ano que vem a gente pensa nisso. Ah, o ano que vem chega e você tá ali, ai, agora eu emagreci, agora eu tô trabalhando mais, eu tô, meus pacientes estão vindo mais, tô com a agenda mais cheia, comecei a atender em outros lugares, então vamos esperar mais um pouquinho que aí depois. Então esse pouquinho para nós mulheres, né, não pode esperar muito. A gente tem exatamente, tem uma data de validade, digamos assim, né? Então isso é uma coisa que falta ainda, né? Esse é o algo que eu ainda quero desenvolver e por isso que o tempo vai ser muito importante para mim, então vou precisar desacelerar em algum momento. >> Perfeito. E respondendo a sua pergunta sobre a questão do por que eu acho que as pessoas buscam mais o tempo, cara, primeiro você precisa conhecer quem é você de verdade para você entender no futuro que você quer da vida. Você foi muito sábio em falar sobre a questão de você quer ser mãe, então por isso hoje você ainda não estaria em paz se você se fosse. Então quando você se conhece de verdade, você entende que não é a status, que não é dinheiro, que às vezes são as relações que você que você constrói, que às vezes são alguns sonhos que não tem nada a ver com a Lamborghini ou com uma casa em Miami. Sim. E essa é a minha visão, não é visão terapêutica, não é a visão, é uma visão de de autoconhecimento. Então eu acho que o tempo, a resposta da pergunta de por que as pessoas querem mais tempo é o tempo. Você tá mais no tempo presente. As pessoas hoje elas estão vivendo muito no passado e vivendo muito no futuro. Isso tá trazendo muitas doenças emocionais para todo mundo. >> Vivendo o passado e vivendo futuro. E você se vê dessa forma também? >> Olha, tento, não, né? tento, tento viver o presente, mas a gente sabe que a vida, a principalmente a rede social acaba deixando a gente um pouco, né, eh, fora do nosso tempo. Ou a gente fica ali perdendo muito tempo com isso, ou a gente às vezes não vive o presente porque tá ali vendo alguma coisa. Então, assim, eu tento até na na rede social mesmo que a gente acaba trabalhando com ela, né? Às vezes eu vivo primeiro para depois postar. Primeiro vivo e depois eu posto. Então, às vezes até meus alunos brincam comigo porque às vezes tô com eles, eles aline achei que você nem ia vir hoje porque você postou um negócio de mais cedo. Eu falei assim, isso aqui eu já fiz há dois dias atrás, tô postando agora. >> Eu fiquei preocupado que quando eu tava vindo para cá, eu ela postou ela na barra. Eu falei assim, como é que ela vai chegar da barra? >> Ela respondeu que eu ia perguntar. Quando eu perguntei se ela vive isso, você respondeu que eu ia perguntar, se você consegue ser congruente com o que você pensa e com o que você faz, com o que você fala e a forma que você age. E você acabou de me responder isso porque é interessante, Aline, porque eh o o professor, a figura do professor, a figura do profissional, aí olha, você uma pessoa culta, elegante, ela gera essa desassociação. a pessoa olha para você, olha muito como um um >> um ícone, >> um ícone, mas não consegue acabar não vendo a sua essência. E é por isso que a gente tá tentando levar por um lado onde a Aline mostre quem de fato ela é. Quem entender academicamente de assuntos, a gente tem certeza que você sabe. Agora quia nós queríamos isso, que as pessoas conhecessem a Aline de fato como ela é. essa pessoa que batalha, essa pessoa que corre atrás dos seus objetivos, que tem anseios, que tem falhas, mas que mesmo assim consegue se manter sendo sendo quem você é e a tua essência. Mas muito bacana, muito bacana conhecer esse lado da Aline. >> E aí, levantando essa bola que eh eu queria te perguntar, a gente falando de Instagram, a gente trabalha o Rodrigo, eh, também é muito histório, Instagram, você tem um Instagram muito grande, eu sou o menorzinho daqui, né? Mas depois que eu comecei a trabalhar com Instagram, postar com intenção de fazer negócio, eu reduzi muito o meu tempo de tela, muita coisa. Eu não tenho mais paciência para ficar assistindo bobeira, eu não tenho mais paciência para ficar lá caçando coisa. E eu queria saber de você, agora que você é muito produtiva na sua vida e também é muito produtiva no Instagram, se isso reduziu o seu tempo de de óssio no Instagram, de de ver fofoca, de de de jogar tempo fora na tela? Ó, eu tenho um tempinho, claro, né? Você, não vou mentir, a gente às juiz fica rodando um pouquinho o dedinho ali, vendo as novidades até pra gente também entender o que que tá em alta. >> Sim, >> eu já não vejo televisão praticamente, então se olhar a internet aí eu fico totalmente off. É, então preciso pelo menos dar uma olhada. Então, às vezes de manhã, assim, um pouco antes de trabalhar, eu dou uma olhada, passo, né, o olho ali para ver o que que tá acontecendo, o que tá rolando e quando eu quero pesquisar alguma coisa sobre assim, o que que tá em alta não nutrição, o que que tão falando, para ver se tem eh faz parte do meu perfil, né, se eu poderia também usar a ideia pr pro meu perfil, mas no geral a gente fica tão cansado, né, de ficar ali no no telefone o tempo todo edita vídeo ou então faz vídeo, que eu no geral tento aproveitar muito mais o que eu tô fazendo. Então, quando eu tô em casa, meu marido tento ficar menos no telefone, por exemplo, né? Então, ou só eu respondo alguém ou vejo alguma coisa do post, porque tem que ficar, infelizmente, a gente tem que ficar olhando, né? >> A gente acaba ficando nossa ferramenta de trabalho. >> É, tem que olhar, alguém comentou alguma coisa lá, tem que comentar, tem que curtir, tem que responder alguém, porque nesse momento ainda não tenho ninguém para trabalhar para mim, né, na minha rede social. Isso seria excelente, né, porque também ganharia uma um tempo, um tempo bem precioso. >> Exatamente. Mas a gente precisa estar ali eh interagindo, né? um pouco. Então, acaba sempre dando uma olhadinha e isso acaba tendo mais tempo de tela, né, nesse momento. >> A pandemia ela trouxe um pouco esse crescimento >> das redes sociais, a da das mídias sociais, mas com o passar do tempo teve um na nossa área principalmente teve um outro crescimento, são as pessoas com 30 mais, 40 mais que tiveram que adquiriram consciência de que cuidar da saúde é de suma importância e principalmente da saúde alimentar. Como é o seu público? Como você trata esse público? Qual é a sua dinâmica com eles? Tem uma procura grande? Fala um pouco pra gente desse público. 30, 40 mais. >> É, eu acho que o meu público ele fica bem nessa nessa faixa etária. 30, 40, maior parte, né? Em especial mulheres. Eu atendo homens também, mas a maior parte é de mulher. E elas vêm falando exatamente o que eu vivi também. Falta de tempo, falta de planejamento, de fazer atividade física. Muitas já são mães e aí falam: “Ah, ainda tenho meu filho, não tenho hora para ir pra academia”. E aí, então a gente vê que depois dos 30 anos, né, geralmente 30, 40 anos, a pessoa ali é onde a gente tá se desenvolvendo mais profissionalmente na vida pessoal e aí começa o tempo a ser uma questão para você se cuidar. E aí a gente tenta, ah, então vamos fazer uma atividade física, mesmo que seja em casa, né, que pelo menos a criança tá ali, você tá vendo a alimentação, será que você consegue planejar? Então a gente tenta trabalhar com o tempo, a planejamento com esses pacientes. E aí mulher em especial, né, mulheres e homens, óbvio, mas a mulher muito mais quando ela é mãe assim, ela tem mais dificuldade com o tempo. E aí é isso que a gente tenta vencer ali na na no dia a dia do consultório para fazer com que alguma coisa comece a acontecer nessa rotina. no teu planejamento, então você tenta priorizar a a quantificação e não a qualificação em si. Prefere ter essa empatia, entender os hábitos alimentares daquela pessoa, melhorar a questão de quantidade e com passar do tempo você vai melhorando a qualidade dessa alimentação. >> Exatamente. Porque se uma pessoa não faz nada, ela não consegue nem pra academia, eu vou falar: “Não, você tem que ir pra academia assim e você vai fazer comida assim e ela não vai”. Ela fal assim: “Essa mulher é maluca, não, não vou fazer nada disso”. E aí, então eu prefiro trabalhar com hábito, tentando trazer esse hábito para ela, por mais que seja 20 minutos. Eu até indiquei uma personal que é a colega minha e ela faz e ela faz treinos pra mulher para fazer em casa mesmo. Eu falei assim: “Olha, então fala com a fulana que aí você vai lá, ela vai fazer um treino de 20, 30 minutos e aí você vai fazer três a quatro vezes na semana se você conseguir fazer mais maravilha.” E aí vai ser bem bacana. Então essa pessoa ela já incluindo isso como um hábito na vida dela, exatamente. Depois ela falou assim: “Aline, olha, minha filha agora tá na creche, abrir uma academia aqui e eu vou lá nessa academia, então vou começar a fazer na academia”. Então isso é algo que vai evoluindo, né? E a questão do hábito e é interessante. Geralmente com os com os meus pacientes eu começo até com 5 minutos, porque o hábito, o problema é a resistência que a mente traz, o que o cérebro traz da da dessa mudança, desse desgaste emocional que vai gerar essa mudança de hábito. Só que depois do hábito sendo exercitado, que o cérebro entende que essa mudança ela tá sendo positiva numa num balanço geral, ele para de jogar contra, para de jogar uma sabotagem e ele começa a jogar a favor. Então, às vezes a pessoa que começou três vezes na semana forçado, daqui a pouco ela quer ir a quarta, daqui a pouco quando ela vê um resultado, ela quer ir até no sábado. E quando chega o dia de comer a besteira na festa, ela já nem quer, porque o resultado tá vindo, tá tá ficando larga roupa. Não, se eu comer, eu vou vou voltar atrás. Eh, perfeita colocação do hábito. E você já respondeu três perguntas minhas, né, respondendo uma do Rodrigo. E eu queria saber se realmente um amigo meu pediu para perguntar se depois dos 30, assim lá pros 40, existe uma certa dificuldade na questão da perda de peso, que por exemplo um cara que nem eu de não teria, que tá com os hormônios, né, mais lá no alto, com uma atividade, mas esse cara de 40 e poucos, ele vai ter mais dificuldade nessa tanto na implementação da rotina quanto na própria resposta. metabólica em si. >> Olha, pro homem eu acho que tem um pouco menos de influência. Pra mulher acho que tem bem mais, né? Por causa da questão hormonal. Então a mulher ela pode começar a ter flutuação hormonal 12 anos antes da menopausa. Então 12 anos, então ela pode começar com 38, 40 já ter flutuação hormonal. Não quer dizer que seja uma menopausa, mas ela já tem. E aí associando ao estilo de vida, que aí acaba sendo um pouco mais sedentário, muitas vezes se essa mulher, essa pessoa não tivesse cuidando, aí é associando-se a tudo. A gente tem uma facilidade de alimentação muito mais refinada, de alimentos industrializados. Quando a gente não consegue se planejar, a gente acaba comendo comida hiper, né, eh, palatável, muito mais calórica. E aí isso vai contribuindo pro ganho de peso, para um para uma quantidade de gordura corporal muito mais elevada. E aí isso prejudica toda a saúde dessa dessa pessoa, né? Então eu acho que a idade depois dos 30 anos, eu acho 30, 40 anos, além de toda a questão hormonal e modificação de estilo de vida, eu acho que tem muito disso. Acho que é um momento de ascensão e você acaba, se você deixar que a profissão, que a sua vida profissional ela não estiver muito bem organizada com relação à sua saúde, você acaba não dando tanto atenção. Quer falar assim: “Não, hoje eu vou trabalhar, então não vou treinar hoje”. Então, ah, não, vou comer hoje qualquer coisa mesmo, porque eu tô atendendo o dia todo, vou comer só um sanduichinho rápido aqui. E você acaba não se cuidando. Então, você dando prioridade para outra área da saúde, pra outra área e você acaba não dando atenção à sua saúde. >> E até vem o eu mereço, né? O famoso eu mereço que é a hora que vem. Exato. Que é a hora que vem a a tal da fome emocional e nunca é um eu mereço de um abacaxi, de um uma salada cinesa, nunca é um eu mereço disso. É sempre um hambúrguer artesanal, uma pizza. Quanto quanto mais gordura, açúcar e sal tiver, mais o organismo deseja aquilo, né? E então, beleza, você acabou de responder uma outra pergunta que se paraa mulher, se paraa mulher em relação ao homem é mais é mais complicado, porque a gente já tem essa, essa questão da de uma cobrança maior a nível de sociedade em cima de uma mulher. Eu acho isso um pouco terrível até de comentar, mas é uma grande realidade que a gente espera da mulher que ela além de ser uma excelente profissional, ela tem que organizar a casa. Já o homem, ele só precisa ser um excelente profissional para botar dinheiro dentro da casa. E aí na hora que ela precisa se cuidar também é uma série de outros fatores que não é só, por exemplo, igual o Rodrigo tá com shape bom, mas tem que fazer a lanternagem na cara, mas se não fizer é rústico. A mulher não, a mulher ela precisa se cuidar mais. a mulher tem uma série de cobranças at pela sociedade. Então, essa diferença do gênero e do da idade, como que uma mulher hoje que tá perdida aos seus 40 anos pode voltar a se encontrar e buscar uma rotina de performance como a sua, uma rotina de autocuidado como a sua? >> Eu acho que é super possível. Eu acho que a pessoa precisa trabalhar isso e a gente precisa entender o que que falta para isso acontecer. É organização, é uma uma associação multiprofissional, porque às vezes precisa de vários profissionais associados. Não é só o nutricionista, como a gente estava falando, não adianta eu fazer o plano mais lindo, mais ajustado, bem calculado e entregar para essa paciente se ela precisa de terapia, se ela precisa também de uma orientação no para treino. Então, seja um treino de academia, seja um treino em casa. Então, às vezes ela precisa também de ser encaminhada para um endócrino, para outros profissionais. Então, às vezes precisa de uma de uma gama ali de profissionais para ajudar essa pessoa. Às vezes um profissional só não vai fazer ela ter essa mudança. Então, assim, é preciso você avaliar, né, o que essa pessoa precisa, mas eu acho que é possível. É possível sim. Acho não, tenho certeza que é possível sim fazer essa mudança, >> assim como todos os outros profissionais. É, eu eu faço essa comparação. Você também como professora, como estudiosa, também faz essa comparação. Todos, todos aqui não trouxeram a invenção da roda porque ela já foi inventada. Todos falaram sobre equipe multidisciplinar, todos falaram sobre não negligenciar sinais que o seu paciente ou cliente dá. Todos falaram em direcionar para um outro profissional que tenha mais capacidade naquela área. É interessante ver isso porque todos são profissionais de alta capacidade, seja ela acadêmica e profissional, mas sim entendem as suas limitações de cada área e direcionam para outras áreas. É muito bacana a gente ver isso. E você tem uma equipe multidisciplinar. Eu vi que você faz parte de um grupo. Inclusive hoje você tava até fazendo um trabalho eh grupo, >> é um um grupo no Instagram room alguma coisa. >> Ah, sim. É, então eu faço parte do da rooms, né? É, Rooms. >> É isso. É é um projeto bem bacana no qual ele tenta aproximar profissionais de saúde ali, né? Então, antes eles trabalhavam muito mais com a com a sublocação de consultórios e hoje eles têm um projeto maior que é trazer esses profissionais, fazer eles interagirem com outras marcas, né, eh, de suplementos, de alimentos, porque traz essa conexão da marca com o nutricionista. Então, a gente acaba conseguindo ter mais acesso a essas marcas. E também além da rooms, eles têm a rooms health, que é o que cuida do profissional de saúde. Então aí, ó, tem as corridas, aulas de yoga, então eles fazem atividades ali, clubes de corrida para cuidar desses profissionais de saúde associados ali. Então é bem bacana, é algo que além de um network que você conhece outros profissionais, não só nutricionistas, conhece eh esteticistas, médicos, eh então, enfim, você tem esse network ali entre outros profissionais e com as marcas também, além de cuidar da saúde. E aí você pode, né, isso é bem bacana também, que eles pensam assim, a gente tá cuidando da saúde de vocês, mas ao mesmo tempo, quando vocês postam que vocês estão inseridos aqui, vocês estão mostrando que vocês estão super antenados em todas as novidades das marcas e que vocês também estão super ativos, fazendo atividade física. Então isso é bom até mesmo pra mídia de vocês, né? Então é é um é um grupo bem bacana. >> Cuidar de quem cuida, né? Roubou minha frase. >> Cuidar de quem cuida. >> Roubou minha frase. >> Telepatia. >> Galera, mais uma vez eu queria pedir para vocês, primeiro de tudo, seguir a Dra. Aline, né, que tá aqui. Tô com o Instagram dela aberto aqui. Doutora.Aaline Neto com 2 ts. Quem é do canal e ainda não segue, é uma rotina que vale a pena conferir. Eu aposto que vai ser igual a Tati, cara. Vou me frustrar quando acordar 5 horas achando, achando que eu tô abafando. Vou chegar lá lavando o rosto 5 horas, ela já vai ter corrido 6 km. Eu já, eu já, eu já sei que eu vou me frustrar com isso. >> Posso te mandar o Instagram dela aqui, André? >> Vai jogar ele na tela. E você que tá aqui assistindo a gente e ainda não segue o canal, se inscreve, manda pra sua amiga 40 mais, pro seu amigo 40 mais para ver que que se a gente tem o Rodrigo. >> Quase o 50 mais. >> Quase, >> quase, pô. >> Ah. Então tá bom. >> 46 cara ainda. Pelo amor de Deus. Você quer botar mais perto que eu já tô, [ __ ] >> Não, tá bom. Não, foi mal. Só achei. Mas se inscreve no canal, segue a Dra. Aline lá. E é isso. A gente tá quase chegando ao fim. Faltam pouquinhos minutinhos. E doutora, hoje dentro de tudo que a gente falou, performance profissional, estilo de vida de performance, de alta performance, quando a gente vai falar de mudança, a pessoa que ela quer, que, por exemplo, a gente conversou que a gente teve esses problemas da do peso e tal, quando a pessoa quer adotar essa perda de peso, você acredita? Esse é um discurso de muitos profissionais eh sérios. Você acredita que a pessoa ela precisa entender já na hora que aquilo é um estilo de vida que é pro resto da vida? >> Olha, eu acredito que precisa, porque muita gente acha chega ao consór, ainda mais hoje, né? Até épocas de análogo de LP1, que são as canetinhas, né? Sobre isso, não aguento mais falar. >> É, as pessoas acham que algo muito express, né? Eu quero ver os express cada vez mais as pessoas estão com essa sensação, principalmente por esse por esse momento. E é super importante bater naquela tecla de que precisa de mudança. Mesmo com a medicação, é necessário você mudar mentalidade, rotina, alimentação, incluir atividade física, porque só a medicação já tem estudos mostrando aí que nem precisava do estudo, mas eles já vê trazendo as evidências de que ela não vai sustentar o emagrecimento com que aconteceu, né? Muito pelo contrário, essa pessoa vai retornar com fome, uma fome muito mais avaculadora do que anterior. Então é é o nosso papel falar: “Olha, isso é necessário pra vida, não é um momento, é necessário uma modificação e essa modificação ela vai evoluindo, né? Então a gente começa, como a gente comentou, da forma, né, mais básica ali, de acordo com a realidade e a gente vai evoluindo com essa alimentação. Mas claro que a gente tem que alinhar, ó, o que você quer. Expectativa. >> Exatamente. Expectativa com a realidade. Pessoa ganhou 40 kg em 10 anos e aí ela quer perder em 3 meses. >> Até não, 21 dias até a revisão. Aí abdô. Quer abdômen tanquinho, mas não quer dizer não para a sair, pros doces, pra bebida do final de semana. >> Isso que eu ia te perguntar agora. duas coisas que eu ia te perguntar. Primeiro, >> ela ela tem uma, ela tem um feeling bacana para isso. Ela vai, >> ela já, ela já olhou na minha cara e falou: “Já sei que você quer saber. É, é professora, né? Recebe muito disso. Chego no seu consultório, quero perder. Eu chego lá, quero, olha, eu preciso perder 20 kg pro meu aniversário, que é em fevereiro, não é? Mas vou tá no preciso perder 20 kg pro meu aniversário que é em fevereiro. Aí você vai e começa a passar, fazer as perguntas, fala: “Não, mas eu posso continuar bebendo no final de semana? Só bebo final de semana, quinta, sexta, sábado e domingo”. As pessoas elas têm essa resistência de na hora de você tá trazendo a realidade pra vida dela, elas quebrarem. Não, mas isso aqui eu não queria abrir mão. Mas isso aqui eu não queria abrir mão. E no fim das contas ela acaba se frustrando porque ela vai buscar uma dieta, porque já passou em seis, sete nutricionistas e não quis fazer nada que os caras fizeram. Aí ela vai buscar uma dieta com você porque você tá top lá no Instagram e quando chega você ela, ela quer ouvir uma coisa diferente do que ela sabe que tem que fazer. Tem muito disso. Olha, eu quero emagrecer, mas eu não queria parar de comer o meu chocolate. >> Olha, tem tem bastante, mas eu acho que isso tem crescido mais pelas informações de rede social também. Então você vê lá um influencer ou mesmo um nutrire, mas que um nutrire, por exemplo, ou um influencer que já tem um corpo muito bacana há muito tempo, que faz uma atividade física muito intensa, ele não faz só meia hora de atividade física, ã, funcional, ele faz, sei lá, crossfit, faz corrida, faz várias atividades, de repente ele tem uma vida muito ativa e aí ele coloca lá o tal do doce de leite no pão dele, no pré-treino, mas é para aquela pessoa. E aí de repente a pessoa treina pouco, tá começando ali, mas já acha que tal do de leite já pode entrar na rotina. Então às vezes olha, né, o corpo da pessoa vê o que ela come, acha que pode incluir também e não é bem assim. Então depende muito da estratégia utilizada e às vezes a pessoa tem muito disso, a gente tá passando na consulta, vou explicando tudo e aí no final, mas aí a ser viginha do final de semana e a refeição off, né? Posso fazer dia do lixo? Então tem muito disso. Então as pessoas, às vezes, a gente tem que chamar o paciente, aquela pessoa ali para pra realidade. Olha, vamos lá. Então, eh, nosso objetivo é esse. Se a gente eh flexibilizar, talvez esse objetivo ele vai demorar um pouco mais, né, para chegar, para acontecer. Então, depende do quanto você quer chegar nesse objetivo e o nosso tempo, porque senão a gente tem que alinhar essa expectativa com realidade. Como é que a gente vai ter um corpo super seco, sem nenhuma medicação, hormonização, só com alimentação, de uma forma bem natural, se permitindo muito. Então assim, não existe essa essa essa realidade tão >> a médio curto longo prazo. >> É, exatamente. >> Eu não vai poder tomar trembolona. Não pode, não tem como. Esquece isso. >> Alguma pergunta? >> Não, eu eu vou te lembrar de encerrar o programa. >> É justo por isso que eu te fiz uma eu vou botar o corte do último programa para você ver que eu encerrei, tá? >> É, é um caso de amor e amor muito antigo, tá galera? Não fica com ciúme não, Dra. Aline, é porque a gente já a gente é é gato e rato há muito tempo. Estão ger há muitos anos. Gente, de verdade, eu ainda tenho mais um monte de pergunta para fazer, só que o o mais uma vez a gente vai tá Vai lá, você que tá assistindo a gente aqui, comenta aí 2 horas no >> eu vou dar as redes sociais do André, eu vou passar ver se o André para ver se o André consegue encaixar a nossa agenda, porque uma hora não é o suficiente. >> A sorte que o convidado do próximo programa é Botafoguense. Então >> começou, mano, esses papo de velho >> tá tranquilo. >> É. Dout. Aline, muito obrigado, de verdade. Uma das profissionais da nutrição de maior gabarito que eu já conheci e um ser humano fantástico. Parabéns pela profissional que você é. Parabéns pelo ser humano que você é. E a gente queria de verdade agradecer. Você que tá assistindo depois, volta lá, se inscreve no canal, segue a Dra. Line lá no Instagram, vai ficar aqui no comentário. O André vai colocar pra gente o ar dela lá no no nosso canal. E de verdade, só agradecer. Foi um, foi um, foi uma aula, de verdade, uma aula e um bate-papo incrível. E em nome de todos os telespectadores, meu e do Rodrigo, a gente queria agradecer pela sua presença e eu espero que tenha sido legal para você, que você queira voltar mais vezes, porque a gente tá louco para trazer a gente pr pra próxima edição. Muito obrigado, >> Aline. É, já era seu fã, te acompanhando nas redes sociais, eu não a conhecia pessoalmente, hoje passa te conhecer pessoalmente e achei muito bacana como você consegue eh misturar parte acadêmica, elegância e simplicidade. Meus parabéns, hoje você passou muito mais conhecimento para mim do que talvez pro público que esteja ali do outro lado. e mostrou que a gente consegue sim transitar pelos dois mundos, o mundo acadêmico e o mundo mais simplório, o mundo mais simples, o mundo onde o interlocutor consegue entender a nossa mensagem. te agradeço muito pela tua presença aqui e repito, aprendi muito, muito com você hoje e gostaria de todo coração que você participasse conosco em uma próxima oportunidade. >> Poxa, eu que agradeço, né, a recepção. Eh, ainda não conhecia vocês e quando a gente chegou aqui, né, vocês brincando bastante, me deixou bem mais à vontade, cortou aquele aquela ansiedade ali do início, né, aquele gelo, né, e foi ótimo. Muito obrigada. Eu agradeço muito o convite e com certeza se vocês me convidarem estarei novamente aqui. Temos >> tá convidada já. Já vamos marcar a data para pro primeiro primeiro. A gente vai agora só em janeiro, né? >> Só janeiro. >> É, galera, deixando aqui, ó, o Rodrigo, né? Precisa, precisa de um tempo de férias assim >> para Então, >> nesse ano, episódio ao vivo, esse é o último. A gente vai se ver de novo em janeiro e a gente já vai marcar com a Dra. Aline, o próximo episódio. Muito obrigado pela audiência de vocês. Se inscreve no canal, manda esse vídeo tanto para quem é acadêmico de nutrição e precisa conhecer uma mentora de gabarito como Dra. Line, como uma pessoa que precisa começar a se cuidar e ter alta performance. É isso aí, episódio 6 do Metanoia. Boa noite e até o próximo. Boa noite. Até a próxima, se Deus quiser. Ja.

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