Qual é o SEU jeito de engordar e emagrecer? Os 4 fenótipos da obesidade

Você sabe qual é o seu padrão de ganho de peso? Sabia que toda pessoa tem um jeito especial de comer e também tem um jeito especial de emagrecer? Eu sou o Dr. Ran Matias, eu trabalho com diabetes e emagrecimento. E no vídeo de hoje eu vou mostrar para vocês o resultado desse grande estudo científico que chegou à conclusão que o melhor resultado no emagrecimento acontece exatamente tratando o seu tipo de fome do jeito certo. E o resultado é 75% melhor quando o médico seguia por esses padrões. Isso é uma revolução no tratamento. Esse estudo foi tão impactante na comunidade médica que eu tive de fontes confiáveis que já vai ser incluído nas novas diretrizes de obesidade nos próximos meses para que todos os médicos passem a adotar. Ele mostrou resultados revolucionários e por isso eu resolvi trazer de antemão essa novidade para vocês. Então, para saber as melhores dicas e novidades sobre emagrecimento e diabetes, já curte esse vídeo, se inscreve no canal, ativa o sininho e agora bora conhecer os fenótipos da fome. Você já tentou emagrecer? E você sentiu que o jeito que funcionou para uma outra pessoa não funcionou quando foi você quem tentou? Pois é, não é falta de força de vontade, isso é ciência. Esse estudo que eu tô apresentando para vocês, ele foi feito na Me Clinic nos Estados Unidos e ele classificou os pacientes em quatro principais tipos de alimentação e de metabolismo. O objetivo foi personalizar o tratamento em vez de usar a mesma receita para todos os pacientes. separaram os pacientes em dois grupos que receberam os mesmos tratamentos, mas num desses grupos, os tratamentos foram guiados por uma avaliação médica sobre o tipo de fome, que a gente chama de fenótipos da obesidade. E no outro grupo, o tratamento foi feito sem essa avaliação. Quando os médicos escolheram o tratamento levando em conta esse tipo de cada paciente, o resultado foi impressionante. O grupo que recebeu o tratamento guiado pelo fenótipo, ele perdeu em média 15,9% do peso ao longo de um ano. Já o grupo tratado sem essa avaliação perdeu em média apenas nove, mas essas são apenas médias. O dado que foi ainda mais surpreendente foi que quase 80% desses pacientes do grupo guiado pelos padrões, eles conseguiram perder mais de 10% do peso contra apenas 34% no grupo que não recebeu a avaliação. E gente, para quem quer perder peso, 10% é um número que faz uma grande diferença. Imagina de que só de receber uma avaliação bem feita da sua saúde pelo seu médico usando as mesmas medicações, você acaba tendo resultado excelente 80% das vezes. Isso é muito bom. Aqui eu faço questão de enfatizar que muitos colegas endocrinologistas ultimamente eles tão espalhando que a obesidade é sempre o problema no hipotálamo, quando na verdade a gente sempre soube que a obesidade é uma doença muito mais complexa, é influenciada por diversas causas e fatores. E esse discurso acabou vindo com muita força agora, porque o hipotálamo é onde atuam as canetas emagrecedoras. E por isso mesmo essa causa em especial recebeu muitos estudos recentes por causa de um forte lobby na indústria farmacêutica. Nem sempre MJPIC são a única resposta. Mas sem mais delongas, vamos conhecer agora cada um dos fenótipos para você saber se você vai se identificar com algum deles, né? Primeiro fenótipo, o cérebro faminto. Essa é aquela pessoa que precisa comer muita quantidade para ficar satisfeita. A saciedade, que é a sensação já estou cheio, ela demora para chegar. O estudo mostrou que essas pessoas consomem 62% mais calorias até atingir essa solução. Então, foi focar em mecanismos que ajudem a avisar o cérebro que você já comeu o suficiente. E isso pode ser feito inclusive através de algumas estratégias dietéticas, mas também com uma alta eficácia através das medicações. Aí no estudo eles usaram o topiramato com fetermina, que é uma combinação de remédios que tem uma ação na sensação de estar cheio lá no cérebro, mas na prática do dia a dia a gente observa que normalmente esses pacientes também respondem bem as canetinhas e outros emagrecedores que tm ação no cérebro a depender da pessoa. Segundo fenótipo, a fome emocional. Esse padrão é muito comum da gente encontrar nos consultórios. Mas pensa aí, você mesmo já deve ter comido para aliviar o estresse, a ansiedade, a tristeza? Ou comeu porque tava feliz, ou comeu porque se empolga quando tá no meio de amigos, talvez. Um pouco de emoção com os alimentos todos nós temos, mas a gente tá falando de pessoas que engordam mais por excesso dessa associação emocional com a comida. Esse grupo relatou no estudo níveis de ansiedade 2,8 vezes maiores do que em todos os outros grupos. Nessa situação, o tratamento é ir muito além de alimentação e buscar questões emocionais mais profundas, de preferência com ajuda da psicoterapia e também com estratégia de controle da ansiedade e inclusive atividades físicas. Eu particularmente incluo também neste grupo de pacientes a alimentação hedônica, aquela quando a pessoa come muito porque é gostoso e porque ela não resiste à tentação. Ou seja, é quando a comida tá funcionando como uma droga viciante. Eu digo que eu incluo porque para quem é das neurociências sabe que no cérebro a gente tem sistemas diferentes para lidar com ansiedade, com as emoções positivas e com esse prazer hedônico. e que também os tratamentos podem ser um pouco diferentes. No estudo, o grupo da fome emocional, ele recebeu uma combinação de bupropiona comxona, uma medicação que chegou no nosso mercado com o nome de contrave. Na prática, no consultório, a gente vê que quando a gente trata pacientes com medicações que apenas geram saciedade, surgem dois enormes problemas. Primeiro que a necessidade emocional ainda vai levar essa pessoa a querer comer e a pessoa que não resiste às tentações vai acabar passando muito mal. E em segundo lugar, o distúrbio emocional ainda tá lá. Ele não foi embora, só que agora ele perdeu a válvula de escape que ele tinha com a comida. E essas emoções elas acabam se direcionando para outras coisas, inclusive às vezes piorando muito quadros de ansiedade e até relações pessoais com familiares, amigos, parceiros. Então é bem importante o seu médico não errar nessa. Terceiro fenótipo, o intestino faminto. Para essas pessoas, o maior problema é uma velocidade muito rápida de esvaziamento do estômago. Então são pessoas que comem e logo sentem fome de novo, tipo poucos momentos e horas depois. No estudo, eles descobriram que o esvazeamento gástrico nessas pessoas era em média 31% mais rápido e que isso faz a fome voltar muito rápido. A sensação de saciedade dura muito pouco tempo, às vezes passa rápido, mesmo que a pessoa já tenha comido mais que o suficiente. Quando isso acontece com o atleta depois de uma prova bem intensa e às vezes longa, é algo que é bom. Mas o problema é quando acontece com uma pessoa que já come muito mais calorias do que ela gasta em atividades diárias. Ainda vou fazer um vídeo mais detalhado sobre cada um desses fenótipos, mas esse em especial é um onde o papel do nutricionista se destaca, porque existem estratégias dietéticas que funcionam muito bem, como inclusão de fibras, uma salada antes da refeição, um consumo de proteínas aprimorado, gorduras antes dos carboidratos, né, entre outras. O fato é que esses pacientes são excelentes respondedores também as canetas emagrecedoras. É por isso mesmo que no estudo foi utilizada a lira glutida, que hoje a gente já pode considerar que ficou antiga, viu? Mas que ainda assim ela trouxe resultados excelentes para as pessoas do estudo, que foi em 2021, né? Na prática, agora a gente tá em maio de 25, o custo da cima glutida, que é bem melhor, acaba valendo muito mais a pena. E tem aqueles resultados sensacionais que fizeram toda a fama dosenqu. Vamos então ao quarto fenótipo, que é o metabolismo lento ou queima lenta. Sabe aquela pessoa que vive de dieta, às vezes faz exercício, mas não perde peso? Ela pode ter o padrão de queima lenta. Em alguns casos, até pode ser um problema de saúde, como hipotiroidismo, depressão. Por isso que a avaliação médica, ela é importantíssima nesses casos. Mas em geral a culpa é de uma taxa metabólica basal muito baixa, principalmente por conta de pouco volume muscular e pouca atividade muscular. No estudo se verificou que essas pessoas elas têm uma taxa metabólica de repouso até 12% menor do que o normal. O tratamento precisa ser direcionado para aumentar essa queima calórica, ou seja, incluindo atividades físicas que primeiro aumentem o consumo de energia diário e segundo, o que eu sempre recomendo, atividades que criam mais massa muscular. No estudo, a medicação usada era um estimulante, a fentermina, que a gente pode dizer que tem um efeito parecido com adrenalina. Ela, além de suprimir um pouco o apetite, ela vai estimular o sistema nervoso simpático, gerar um estado de agitação e de maior gasto de energia, inclusive pelos músculos. Atualmente, a gente não usa essa medicação no Brasil, só que a gente tem opções muito mais interessantes, mas ainda assim, nesses casos, nada vai funcionar melhor do que as próprias atividades físicas, principalmente sendo feitas com intensidade e com frequência. E a gente consegue incentivar usando estímulos diferentes, eh, incentivos sociais, emocionais, estimulantes mais tranquilos, como a própria cafeína. Mas e agora? Você se identificou com mais de um tipo? A maioria das pessoas, eu aposto que sim. Esse gráfico que eu vou colocar na tela também foi uma conclusão do estudo que se viu que várias pessoas elas têm mais de um tipo, tendo que 9% se enquadravam em todos os quatro tipos, assim como 15% não se enquadravam em nenhum. E isso, gente, acaba provando que a avaliação é ainda mais forte, porque mesmo direcionando o tratamento somente para os 76% dos pacientes que sobraram, naqueles que os pesquisadores conseguiram identificar um ou mais fenótipos, a gente chega à aquele resultado muitíssimo superior do que o tratamento sem que seja feita essa avaliação. O direcionamento correto do tratamento fez a maior diferença, principalmente após 3 meses de tratamento. Ele acabou fazendo a maior diferença exatamente para a pessoa não ter o reganho, o efeito sanfona. Ou seja, esse é o caminho para você não voltar a engordar depois. A mensagem central do estudo é clara. Não existe um caminho único para engordar e por isso também não existe uma forma única para emagrecer. Quando o médico identifica e ataca o problema certo no seu metabolismo, é quando a gente consegue finalmente evitar o efeito sanfona, melhorar sua qualidade de vida e a saúde pra vida toda. Então, se você quiser saber mais sobre o seu fenótipo, me siga aqui, me siga no Instagram. Eu vou deixar os contatos na descrição do vídeo. Curta, compartilhe também esse vídeo com quem é importante para você, porque é se entendendo que a gente chega na nossa melhor versão. Eu vou deixar também aqui na descrição um link pro questionário que você mesmo vai conseguir identificar qual é o seu padrão de fome. Grande abraço.

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